<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836</id><updated>2011-12-03T08:00:17.143Z</updated><title type='text'>ASTRO</title><subtitle type='html'>Blog do Astro</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-6540133488062405381</id><published>2011-02-26T04:25:00.001Z</published><updated>2011-02-26T04:31:04.858Z</updated><title type='text'>O senhor Primeiro Ministro de Portugal - FRAGMENTOS LITERÁRIOS - 3</title><content type='html'>O senhor Mário de Oliveira, reformado da Função Publica, colocou o polegar sobre o Censor de Identificação Digital e aguardou pela confirmação do sistema. Dois  segundos depois surgiu o seu número 18 328 514 de votante democrático da Republica Unida do Estado Semanal Português. Apareceram no visor alguns dados pessoais do seu utilizador e, pressionando o botão de “Seguinte”, entrou nas possíveis escolhas de votação. Passou os olhos por elas rapidamente e, com um ar inexpressivo por falta de um adjectivo que lhe correspondesse, seleccionou e confirmou a opção de “Decapitação Publica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor Primeiro Ministro de Portugal olhou do seu lugar o ecrã das estatísticas do país que marcavam o seu destino para a próxima semana eleitoral. No gráfico de barras a opção de “Decapitação Publica” aparecia com uma votação de 85 em cem, seguida de “Castração” com os restantes 15% de votação. “Cortar dedo da mão”, “Oposição” e “Mais 1 Mandato” permaneciam nos 0%. Um enorme palavrão trovejou da boca do Primeiro Ministro que de imediato saltou da cadeira para reflectir na situação Nacional. Mas que maldade teria ele feito ao povo português durante esta semana? Lembrou-se que tinha visitado um lar de idosos para presos por violação e assassínio. Até chegou a dar de comer a uma velhinha de ascendência tibetana que lhe contou ter matado o marido com agulhas de acupunctura enquanto ele dormia enrolado numa estátua do Buda. Ciúmes, tinha ele concluído com um sorriso. Os repórteres estavam lá; gravaram tudo: as palavras de consolo e de promessas para a próxima semana eleitoral, os gestos afectados de quem nem sequer pode controlar e decidir o seu destino – afinal o povo português é exigente e difícil de se governar por qualquer um. &lt;br /&gt;Ou quem sabe se não teria sido o seu discurso inflamado com o elemento do partido da oposição – afinal muita merda teve que ser dita para chamar os portugueses à razão - e talvez ele tenha ferido muitas sensibilidades acomodadas nos sofás. Lembrou-se que tinha defendido a posição de, logo no primeiro ano, meter na cabeça dos futuros cidadãos, o estudo intensivo de calculo numérico e de pelo menos duas línguas estrangeiras, com complementos de saúde humana, em particular a sexual. O seu opositor político refutou-lhe essa necessidade expressando a falta de tempo que isso iria originar nas criancinhas; que os pais começariam a sentir as suas ausências por mais de 4 horas fora de casa, e sobre os problemas psicológicos que poderiam afecta-las com estudos tão exagerados para uma idade tão precoce. O que no final exigiria uma total reformulação do ensino nas escolas e que para o espaço de mais uma semana presidencial seria um trabalho forçado para muitas directas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu olhar voou para o relógio digital sobre a mesa, que marcava, em contagem decrescente, o final de mais um mandato eleitoral. E pelas quatro horas que faltavam para o bloqueio das urnas, parecia que aquele mandato, iria ser realmente, o seu laminar fim. Ficou a imaginar o seu substituto, o novo paspalhão que lhe iria ocupar o lugar. Afinal de contas qualquer um podia assumir o cargo de Primeiro Ministro, pois quem realmente estava sempre a mandar eram os dois únicos partidos políticos, e o cabecilha de cada um deles apenas um bobo da corte para a opinião eleitoral. &lt;br /&gt;A política nacional tinha sido finalmente elevada ao estatuto de actividade pública de entretenimento das massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:06... 00:05... 00:04... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:03... 00:02... 00:01...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:01... 00:01... 00:01... Sobre a retina do Primeiro Ministro os mesmos números gravavam-se e pareciam não querer mudar. O seu cérebro não conseguia ver mais o que se seguia. O tempo já não era aquele que o relógio marcava. Durante aquele teimoso segundo a sua percepção da realidade desvelou-se e apercebia-se que não poderia voltar atrás. A sala à volta do seu campo visual começou a ficar desfocada como que atingido por um glaucoma repentino e algumas lágrimas lacrimejaram-lhe pela face.&lt;br /&gt;Da porta irromperam dois toques violentos de aviso seguidos por um homem vestido à pinguim com uma gravata amarela-dourada.&lt;br /&gt;- Senhor Primeiro Ministro, o tempo urge. Estamos à sua espera para a conclusão de mais um mandato. Os cidadãos já decidiram. Temos que partir.&lt;br /&gt;O Primeiro arrastou-se da cadeira com a visão deturpada em lágrimas que não conseguia explicar, e passando junto do seu interlocutor foi saudado com uma palmadinha nas costas cuja a palma da mão o acariciou até à linha da cintura. &lt;br /&gt;Lá fora, junto ao portão, nas traseiras do palácio de São Bento, um carro demasiado vulgar movido a hidrocarbonetos esperava de motor ronronante como um gatinho que se afagasse carinhosamente.   &lt;br /&gt;O Primeiro Ministro atravessou o passeio de pedra envolto por relvado seguido do homem vestido de pinguim. A porta do Opel foi-lhe aberta e virando a cabeça para a grande casa parlamentar num definitivo adeus os seus olhos foram encontrar a galhardeada bandeira portuguesa que repousava encolhida ao sabor da ausência do vento. Enxugando um dos olhos meteu-se no interior do veiculo e alguém voltou a fechar-lhe a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;4 de Dezembro de 2004&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-6540133488062405381?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/6540133488062405381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=6540133488062405381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/6540133488062405381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/6540133488062405381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2011/02/o-senhor-primeiro-ministro-de-portugal.html' title='O senhor Primeiro Ministro de Portugal - FRAGMENTOS LITERÁRIOS - 3'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-5026978743519021402</id><published>2011-02-18T03:42:00.002Z</published><updated>2011-02-18T03:44:06.586Z</updated><title type='text'>FRAGMENTOS LITERÁRIOS - 2</title><content type='html'>&lt;b&gt;Uma conversa com o Todo Poderoso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta entrevista teve lugar num local não especificado, num tempo não determinado, pois afinal estamos a falar com o Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Omnipotente Deus, agradeço desde já a sua disponibilidade divina. Então começaria por Lhe perguntar qual é a visão que tem do mundo?&lt;br /&gt;- Por favor trate-me só por Deus. Omnipotente é uma palavra muito forte. Pois o  sentido humano que ela têm não é o mesmo que o sentido celeste que nós aqui lhe damos. Mas respondendo à sua pergunta directamente: a minha visão do mundo é total. Vejo tudo e todos. Nada me escapa.&lt;br /&gt;- Uma questão muito discutida entre nós humanos é a da sua existência. Podia esclarecer-nos um pouco e tentar explicar aos leitores se você, Deus, existe realmente? &lt;br /&gt;- Essa sua pergunta é realmente muito pertinente. Penso que é a primeira vez que me é dirigida directamente. Ora bem, como é que Eu, Deus, posso afirmar a minha própria existência, ou não existência, de forma a que você, e os seus leitores, fiquem convencidos? Está a pôr-me numa posição muito delicada. Então é assim: para aqueles que crêem na minha existência, Eu existo. Para os que não crêem, Eu simplesmente não existe. Não creio que exista outra forma de por as coisas. Realmente ambas as respostas estão correctas, pelo menos para vocês humanos. É claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-5026978743519021402?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/5026978743519021402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=5026978743519021402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/5026978743519021402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/5026978743519021402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2011/02/uma-conversa-com-o-todo-poderoso-esta.html' title='FRAGMENTOS LITERÁRIOS - 2'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-5420238604488574454</id><published>2011-02-17T08:45:00.000Z</published><updated>2011-02-17T08:45:55.559Z</updated><title type='text'>Escrever ou Nao Escrever - FRAGMENTOS LITERARIOS - 1</title><content type='html'>&lt;i&gt;O meu grito de espanto, de admiração, de descoberta, por ter encontrado um autor já perdido, eu próprio.... AH....&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E lá vai então a historia:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Andava eu a vasculhar no sarcófago do meu disco rígido quando começo a encontrar textos, pequenos textos perdidos, escritos num tempo em que também me sentia perdido, não é que hoje já nao me sinta perdido, ainda o sinto, mas aprendi melhor a viver com isso. Dizia eu, textos dispersos sobre temas vários, diabruras de quem queria aprender a escrever e muito pouco fez. E comecei a rele-los e a rir. E diverti-me. E a perguntar-me como alguma vez consegui escrever tais coisas. E visto esses textos já nao serem meus, ou melhor serem de um outro eu, que já lá vai, que já passou e que se foi perdendo lá atras no tempo, achei que estava na altura de tentar massacrar possíveis leitores, amigos, conhecidos, com esses textos, com aquelas pérolas baças da minha realidade ou da minha ignorância. Mundo digital, estes são os meus Fragmentos. Fragmentos, este é o mundo digital. Talvez alguém se consiga divertir com eles, como eu me diverti. E assim vai nascer o que vou chamar de Fragmentos Literários. Os meus fragmentos literários... Os fragmentos literários do Paulo Astro. ...AH... &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRAGMENTO LITERARIO - 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sabores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há um sítio onde uma cortina de calor emanado das cozinhas se pode afastar com a mão ao passar pela porta. Há um sítio em que cada passo que se dá é saboreado pela liberdade de se caminhar para a mesa. Muitos entram anafando os estômagos vazios, muitos saem com as mãos a repousarem neles. Um corredor comprido e largo que dá acesso às cozinhas serve de pedestal para observar todas as cabeças embrenhadas em comer. Uns entram com pressa e saem mais devagar, outros entram com pressa e aceleram ainda mais ao sair. Eu entro como entro e saio como saio, saboreando os que saboreiam. Desfiles de tabuleiros, de talheres embrulhados, de comida quente alinhada escrupulosamente decorada. Os cheiros misturam-se, confundem-se, alimentam. Por detrás do balcão passeiam-se apressadas cozinheiras expeditas de taça numa mão, concha na outra, enchendo o apetite dos outros. Pelos rostos passeiam-se carrancas, sorrisos, riscos de cor, sombreados de rímel, bochechas coradas dos fogões ligados, testas franzidas de indecisas. Pratos muitos e gostos outros tantos. No centro do percurso tira-se o pão, seguido das saladas verdes, laranjas, brancas e nunca douradas. Nas doçuras que se seguem, sobremesas muito juntas e apertadas, a vontade é de a todas por a mão, não deixar nenhuma e regalar-me como um leão, e ao aproximar da caixa só resta o que beber, água cristalina ou encanada. Finalmente a ultima empregada recolhe o meu cartão, passa-o pela máquina, e tira o numero que o meu prato marca. “Obrigado”, por educação, por habito, pelos seus múltiplos significados ocultos nas emoções que despertam. Por que cai bem antes da digestão. E parto para o palco, de tabuleiro na mão, actor que vai comer, que escolhe cada passo de encontro ao chão. Olho à volta e escolho as caras, escolho uma mesa, escolho um lugar. Escolho mais uns passos, mais um piscar de olhos e uma direcção. E escolho caminhar. Chego. Pouso. Puxo. Sento-me. Na minha frente a comida e, de repente, sem a provar, já senti todo o seu sabor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Paulo Astro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-5420238604488574454?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/5420238604488574454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=5420238604488574454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/5420238604488574454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/5420238604488574454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2011/02/escrever-ou-nao-escrever-fragmentos.html' title='Escrever ou Nao Escrever - FRAGMENTOS LITERARIOS - 1'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-5080224093890674246</id><published>2010-12-06T22:47:00.001Z</published><updated>2010-12-06T22:51:09.663Z</updated><title type='text'>Felizes os Infelizes que Escrevem</title><content type='html'>&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;"Felizes os Infelizes que Escrevem."&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;É esta a unica ideia que me ocurreu ao fim de um ano e meio de ausencia do meu blog (ausencia da minha blogoesfera?)&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;Atingi a minha felicidade soprema, o pináculo do que é ser feliz. E as pessoas felizes NÃO precisão de escrever. Escrever para quê? Se está tudo bem não tenho motivos nenhuns para expressar a minha felicidade. A felicidade é lamechas, é cobarde. Ninguem dá atenção a peÇoas felizes, pois elas não precisam de atenção. Elas já são os seus próprios centros de atenção. Atenção para elas mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;Repararam na palavra peçoa? Aposto que repararam. Posso sorrir pelo facto de me chamarem ignorante? Posso rir enquanto penso no vosso absurdo de eu ter transgredido uma norma ortográfica? Pois estou mesmo a rir-me... de si o leitor... :-)) Obrigado por Ler.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;Mas só os infelizes é que podem escrever. Só os infelizes é que podem escrever BEM. Só a ira, a raiva, a insatisfação, são sentimentos dignos de quem escreve. Só estes sentimentos podem alimentar linhas e linhas de palavras valiosas, provocantes, perfurantes, aguçadas e afiadas pela língua de quem possa estar lá no fundo, encharcado na merda da vida, nesse estrume que fertiliza a aura do escritor, onde as sementes da ira germinam em textos dignos de serem lidos. O escritor mergulha nesse estrume, esfregasse nessa amalgama, perfuma-se com essa imundice e cria... cria todas e tantas palavras. Cria tantas e outras todas palavras, só com o minério do seu lápis, com os músculos da sua mão e a insatisfação do seu cérebro. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;Por que me tornei um feliz, um tó-tó com a barriga da felicidade pendurada ao peito, deixei de conseguir escrever. Deixei de achar piada a este acto de revolta, insatisfação que habita os seres com um cérebro demasiado grande, onde cabe todo o género de tolices. E nessas tolices cujo nome pode começar por Religião ou por Ciência ou qualquer Filosofia, escondemos a nossa Mesquinha Ignorância. Mesquinha, sovina Ignorância, pois ela é só nossa e tanto medo temos de a partilhar e de a admitir.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;E então e, hoje, estou feliz? Acho que despertei a infelicidade que se escondia em mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #93c47d;"&gt;Já mais, em tempo algum, quero voltar a ser feliz... NUNCA!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-5080224093890674246?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/5080224093890674246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=5080224093890674246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/5080224093890674246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/5080224093890674246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2010/12/felizes-os-infelizes-que-escrevem.html' title='Felizes os Infelizes que Escrevem'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-7260701314789670953</id><published>2009-08-26T00:40:00.012+01:00</published><updated>2009-08-26T01:16:32.303+01:00</updated><title type='text'>Amor e Ponto Final</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;  E&lt;span style="font-size:85%;"&gt;le há livros que nos tocam de alguma maneira, uma passagem, frases que nos ficam na memória e, este livro de contos rematou de forma exemplar. E para aumentar o interesse na sua leitura, o que recomendo,o autor é português. É o primeiro livro que leio dele e tou com pedalada para ler outros que encontre. Mas acontece que este é ainda o primeiro e único do autor, não se sabendo se veio para ficar se não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-size:85%;" &gt;Mas até lá deixo aqui o excerto que me perturbou, a ideia que me deixou com arrepios e de cujo valor de verdade me fiz crente. O sumo está no ultimo paragrafo, mas deixo parte do contexto do conto para vos situar na ideia do autor: pelo menos assim o espero, pois o conto é demasiado longo para o dactilografar para o PC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;style&gt;* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ponto Final&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tento entrar no modo de hibernação mas o sono não chega, ou aliás, o sono até chega mas a minha loucura de te ter em pensamento enquanto ele te tem em corpo é enorme. E mais louco fico quando me convidas para ir contigo para um sitio ermo, viver mais isolado do mundo contigo e tu a continuares nessa tua relação que desaprovo, por que sinto ciúmes e inveja, de eu não ser a pessoa de quem dormes junta. A amizade que deixamos crescer brotou raízes firmes e senti que podias precisar de mim, e eu, sem ninguém a quem sentir dar ajudar, pensei que seria bom seres tu. E foi. Mas nessa tua necessidade de companhia, não vou poder acompanhar-te mais. O meu limite é este, este que ninguém que me conhece me recomendava transpor, limite que quem não te conhecesse não compreenderia. Eu senti que me poderia doer, que por cada noite que não te vejo a embrulhares-te na tua cama o meu coração se sobressalta, esperneai e grita desiludido com a tua escolha. Mas foi a tua escolha, não a minha. A minha escolha sempre foste tu, a minha prioridade eras tu. Alimentava uma esperança vã de que me visses como eu te via. Desafiei o meu desejo psicológico de conforto e embarquei na nau que velejavas. Não me arrependo em nada, não nego o quanto te amo e o quanto queria que também me amasses, mas o teu amor não é o mesmo que o meu e sempre o soube. E sempre tive a esperança de estar errado.&lt;br /&gt;Mas não estava!&lt;br /&gt;E tive que deixar sentir na carne essa dor de apaixonado não correspondido, de deputado sem votos, de Romeu sem Julieta, para finalmente ver com toda a clareza o jogo que me aproximava de ti. De ver por que mantinha a esperança nas palavras doces que me dirigias quando te sentias melhor comigo do que com ele. Quando não querias estar com mais ninguém eu andava por perto, a farejar-te como um cão que fareja o dono quando está ferido e que o tenta consolar, quando te socorria do teu estado mórbido e te reanimava para a vida com gestos simples, coisas banais que tu eliminavas, trabalhar, comer, vestir, tomar banho e só dormias... e dormias... e nada dizias... e eu ali, a olhar para ti... a olhar por ti... na expectativa...  e percebia.  &lt;br /&gt;Não posso mais... Não posso mais arrastar-me no oceano da tua indecisão por que a pessoa com quem te dás tem tanto medo de enfrentar a vida de frente como tu, tem medo de seguir os seus sonhos como tu, e parece tão incapaz, como tu. Chega... Não quero mais isso para mim. Já te descobri o suficiente. Tenho visto, ouvido, e sentido o suficiente para me descobrir a mim mesmo e o que não quero é continuar nesta farsa asquerosa que guardo nesta caixa de pandora a que chamam de coração. Tentei mostrar-te como o sexo não é importante para mim e, não é. Mas faz doer imenso quando se ama alguém. Desta forma de pensar não me posso libertar eu e, dói-me. E tu bem o viste e, descordas-te. Pois para ti se não há sexo não há relação... mas que merda de pensamento é esse?? Serei demasiado burro para a ver?? Para que quero eu o sexo sem o resto? Para isso vou ali para a casa de banho com uma revista debaixo do braço, ou um filme no portátil. Queixas-te e aceitas esse teu descontentamento? Talvez não sejamos tão diferentes quanto isso. Ou fui eu que me tornei mais como tu? Quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amante quer ser como a pessoa amada, quer ser a amada para amar o corpo que é dele. É isso que quero, amar-me a mim mesmo através de outro corpo, que não aquele que tenho, amar-me através do corpo de outra pessoa, quero ser o teu corpo quando me estás a amar. Quero sentir-te a amar o meu corpo e a minha pessoa, pois amar-me a mim mesmo é como o meu olho esquerdo a tentar dizer ao meu olho esquerdo para ver de que cor é que ele é... não consegue! E o único momento em que essa ilusão é possível é frente a um espelho. E como eu uso um espelho para o meu olho esquerdo ver qual a cor que ele tem, também eu te queria usar como ilusão da realidade, como espelho, para me mostrares através do teu corpo e amor por mim o quanto eu próprio me posso amar noutro corpo que não o meu. E será nessa busca por amor próprio que nos lançamos numa relação? Sexo ou masturbação? Onde está a diferença? Queremos ter um orgasmo com outra pessoa quando o podemos ter sem ela? E ao proporcionar à outra pessoa a mesma sensação vamos retribuir com a mesma ilusão de espelho que ela se convenceu que precisa? É isto a que chamamos de amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                                                                                                                                      &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;"Estórias de Amar" pag. 166, António Manuel de Brito.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-7260701314789670953?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/7260701314789670953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=7260701314789670953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/7260701314789670953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/7260701314789670953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2009/08/e-le-ha-livros-que-nos-tocam-de-alguma.html' title='Amor e Ponto Final'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-146671740554794336</id><published>2008-11-02T21:16:00.002Z</published><updated>2008-11-02T21:27:55.369Z</updated><title type='text'>Conhece-te a Ti Mesmo - por Krishnamurti</title><content type='html'>&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;  A tradução é minha, mas as palavras foram dele: Jiddu Krishnamurti. Agradeço a revisão do texto á Isabel, que me motivou a concluir a minha primeira tradução do K para o português.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Por J. Krishnamurti, tal como impresso na revista The Herald of Star no número de Maio de 1925.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Penso que não existe tema mais interessante ou mais prometedor, ou de forma alguma mais excitante, do que o estudo de nós mesmos. Aos 15 ou 16 anos, estamos submersos em nós mesmos. Não há nada que nos interesse tanto. Depois apaixonamo-nos por alguém; mas ainda assim estamos extasiados com nós próprios. Há, descobrimos, muito mais inteligência no estudo de nós mesmos, e muito pouco pensamento dedicado aos outros. E de bom grado damos a uma quiromante 15 rupias para ela nos contar tudo sobre nós. E sentimo-nos bastante confortáveis com o pensamento de que iremos ser grandes um dia – sem, aparentemente, ter que lutar por essa grandeza. Existe apenas um tema que nos atrai e esse somos nós mesmos. Discutimo-nos, e de uma forma aprobatória consideramos como nos comportar, de que modo desenvolvermo-nos, e por aí em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que se pensarmos inteiramente deste ponto de vista, deste ponto que unicamente nos interessa a nós, não entenderemos porque é que existimos, ou porque qualquer coisa neste mundo, de todo, existe. Claro que é verdade que primeiro temos de nos compreender a nós mesmos antes de querer descobrir seja o que for sobre a vida em geral. Filosofia, religião e outros temas não possuem real valor, real controlo sobre um indivíduo, ou apenas têm uma pequena influência, quando somente apontam como podemos escapar a certas coisas, como evitar o mal, e por ai fora. Mas aqueles de nós que são membros da Star, ou pertencem a tais organizações, deverão ter a ideia de um plano definido que está a desenvolver-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em posição de examinar as coisas que nos são mais valiosas – coisas que produzem em nós o desejo de evoluir. Em todos nós existe o desejo de descobrir por nós mesmos até onde podemos compreender quem somos e o que nos afecta. A pessoa comum está de longe mais interessada nela mesma do que em qualquer outra. Luxúria, conforto, felicidade, tudo tem que apoiar os seus fins. Quando tudo foi feito para a satisfazer então somente pensa nos outros. Quando eu tiver comido e dormido o suficiente, voltar-me-ei para pensar nos outros. Esta é a visão comum. Se tiveste amor em abundância, ou felicidade, és levado a pensar no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para alcançar essa felicidade, devemos descobrir até onde nos encaixamos num plano definido. Devemos estar cientes de que há um plano em que cada um de nós tem um papel a representar, e devemos possuir a determinação na qual agiremos, com a qual deveremos criar o ambiente no qual caberemos – ou não; e se estivermos dispostos a procurar com a atitude correcta deveremos ser capazes de descobrir até onde nos encaixaremos nesse plano. Para mim, posso imaginar que os deuses eleitos disseram que Krishna deverá encaixar-se num certo plano estabelecido, e que o quer que seja que ele faça, não terá valor, e enquanto encaixar nesse plano, Krishna crescerá e será feliz. Eu estava interessado e observava-me a mim mesmo, e podia ver de ano para ano uma mudança definida, uma orientação definida, uma transformação definida e podia ver qual era o meu definido papel. E assim cada um de nós deverá descobrir que caminho percorrer e qual a especialidade a ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece frequentemente que a maioria de nós está disposta a subir até ao altar e verter a nossa devoção. A devoção existe, em diversos graus, na maioria de nós, mas não pode nem deve satisfazer-nos. Se eu fosse ter com a Dr.ª Besant e lhe disesse: “Estou disposto a servi-la em qualquer das minhas capacidades. Estou disposto a sacrificar tudo e o meu único desejo é trabalhar para obter conforto, independência, e por aí fora,” ela diria, “Oh, muito bem; que capacidades trazes contigo. De que modo queres prestar serviço ao Mestre?” A devoção deve ter um escape na actividade física; e desta forma se tivermos de determinar qual o papel que cada um de nós tem de representar, antes de nos oferecermos, devemos descobrir quais as capacidades que temos. Quando para um Teósofo ou um membro da Star ou qualquer outro, o chamamento aparece como “sacrifica tudo e vem ao Mestre,” não é suficiente pedir ao Mestre que aceite somente a nossa devoção; devemos dar-lhe qualquer coisa que lhe permita guiar-nos. Por outras palavras, devemos trazer perante o Mestre certas capacidades e não aparecer apenas de mãos vazias. Se eu puder chegar junto do Mestre e dizer “Eu posso fazer isto ou aquilo, eu posso escrever ou pintar ou compor música ou representar,” Ele dirá: “Muito bem, esse é o teu caminho. Vai e procura, descobre quais são os teus talentos, e logo que os encontres, saberás como sofrer e servir.” Pois existem muito poucos que realmente conseguem dizer, “Eu posso fazer isto; ao longo desta linha reside o meu sacrifício ao serviço do Mestre.” Consideramos que nos sacrificámos quando terminamos sem algo do qual podemos facilmente abrir mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse imaginado algo em particular que o Mestre quisesse realizado, eu tratá-lo-ia de outro modo. E se eu precisasse de riquezas, tê-las-ia acumulado, não para mim, mas para o Mestre, e ao acumula-las, saberia que tinha que me sacrificar, e tinha que suportar enormes sofrimentos e mal-entendidos. Mas é a atitude que conta. Estamos com medo de que as nossas capacidades não nos guiem pelo caminho que nos foi preparado. Assim temos que descobrir antes de servir realmente, de que maneira cada um de nós pode servi-Lo, de que modo podemos oferecer o nosso sacrifício, e ao descobrir qual o nosso caminho deveremos descobrir a qual tipo pertencemos, se ao tipo que vai para o mundo e se desenvolve no mundo, por assim dizer, ou é deixado numa estufa e evolui, como uma planta, igualmente cheio de força. Há pessoas que trabalham no mundo por vários anos, que trabalham e fazem de tudo sem descobrir qual o propósito da vida. Descobrem o seu propósito por acaso, mas acumularam tanto do que o mundo tem para dar que ao entrarem em contacto com as realidades espirituais abrem mão de tudo o que adquiriram, enquanto aqueles que cresceram numa estufa separados do mundo alcançam o objectivo por outro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto tal não tem importância desde que tenhamos aprendido o que ambas as guerras de identidade podem oferecer, e não até então estarão aptos a servir o mundo. Imaginem apenas uma pessoa que é criada, diga-se, num templo onde é reprimida, onde desenvolve complexos. Assim que essa pessoa sai lá para fora para o mundo, tem a melhor das diversões; e é o mesmo com a pessoa que trabalha cá fora no mundo. Não podemos evoluir ao longo de uma linha definida. Devemos evoluir em todas as direcções e até lá não ajudamos e só atrapalharemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como eu conheço o meu próprio caminho, também cada um de nós deverá descobrir o seu caminho e até essa descoberta ser feita não devemos estar prontos ou aptos para servir o Mestre. Aqueles de nós que têm imaginação, que em certo grau têm a capacidade de tomar uma visão impessoal da vida, podem descobrir isto. Mas a maioria de nós não têm o desejo de servir, nem o desejo de alcançar o seu caminho ou objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso problema é que tal como no mundo exterior, temos os nossos direitos adquiridos. E desde que exista o elemento de egoísmo, não descobriremos o caminho. Cada um de nós quer que o Mestre desça até si; mas o que não aprendemos foi que, mesmo como imaginamos, se Ele descesse das nuvens, seríamos incapazes de O servir, porque não nos equipámos para Lhe prestar serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos descobrir de que maneira podemos servir, e isso implica a completa violação de nós mesmos, das nossas relações, etc. Não é que não tenhamos o desejo, nem a nostalgia que as grandes pessoas têm; mas em nós não é constante. Não existe aquela pressão contínua que nos mantêm a andar, a andar, a andar. Significa verdadeiro sacrifício, significa subjugar-nos em tudo e não deixar o ego (a personalidade, o eu) ficar-se por cima. Então deixaremos de distorcer as coisas para que se encaixem nos nossos preconceitos, mas compreendê-las-emos de um modo total; por outras palavras, tornam-se realmente simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ter a coragem e determinação para desistir; e quando subimos e atingimos uma certa distância, descobrimos o quanto de tolos somos ao lutar pelo que é tão trivial, tão simples. Existem tantos temas com os quais lutamos de uma forma tão complicada; mas se nós apenas nos deixássemos expandir um pouco, todos estes temas se tornavam simples, todas as complicações desapareceriam. Mas requer que nos observemos constantemente, que estejamos atentos para ver se estamos a fazer a coisa certa ou a coisa errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós sabe destas coisas de fio a pavio, e mesmo assim se o Mestre chegasse e perguntasse o que cada um de nós soube fazer, de que modo agimos na sua ausência, de que modo cumprimos o nosso papel, quais seriam as nossas respostas? É surpreendente como não conseguimos mudar, como devíamos, tal e qual uma flor. A nossa crença embora forte, não é a crença de um homem que age com uma determinação fixa. Essas são, no entanto, as pessoas que o Mestre quer ao Seu serviço, e não somente aquelas que são apenas devotas, sem que essa devoção as conduza à acção. Se nós conseguirmos pôr de lado a nossa própria evolução, e trabalhar e esquecermo-nos de nós mesmos no trabalho, então seremos verdadeiramente servis e aproximar-nos-emos do Mestre. Pode ser que eu seja jovem, que eu não tenha sofrido como os mais velhos já sofreram, mas se o sofrimento pode desalentar o entusiasmo então mais vale não tê-lo. Mas o que foi que nos ensinou o sofrimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse no início, não existe nada tão absorvente como o estudo de nós mesmos. Esse é o único assunto sobre o qual vale a pena pensar; porque significa mudança. Não existe ninguém para forçar os mais velhos, e portanto ficam cristalizados. O que interessa é descobrir o que podemos fazer e até onde nos podemos sacrificar; quanta é a nossa força e quais as nossas capacidades. Quando vemos pessoas numa atitude de reverência, penso frequentemente no que terão feito por via do sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos que estão para vir, ou temos que nos adaptar rapidamente à corrente em mudança, ou sair completamente dela. Quando definitivamente agarrarmos um vislumbre do Plano, por mais passageiro que seja, e sabendo que devemos continuar, simplesmente continuaremos, porque é muito mais divertido do que somente marcar o tempo. O que interessa é termos de fazer qualquer coisa para mudar. A velhice não significa que não podemos mudar. Por outro lado, é mais fácil para os mais velhos, porque eles já tiveram a experiência, e o sofrimento; no entanto continuam do mesmo velho modo de perpétua negligência. Se querem ganhar dinheiro, vão e ganhem milhões, e dêem-nos ao Mestre, e podem fazê-lo se tiverem a atitude correcta. E é o mesmo com tudo o resto que queiram fazer – escrever á maquina, estenografar ou qualquer outra coisa que desejem que seja o vosso serviço para o Mestre. A atitude é o que conta e quando chegarem lá todo o resto se seguirá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Jiddu Krishnamurti&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-146671740554794336?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/146671740554794336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=146671740554794336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/146671740554794336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/146671740554794336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2008/11/conhece-te-ti-mesmo-por-krishnamurti.html' title='Conhece-te a Ti Mesmo - por Krishnamurti'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-3226326717390164811</id><published>2008-06-26T21:35:00.003+01:00</published><updated>2008-06-26T21:47:27.576+01:00</updated><title type='text'>Eu Sou... Deus</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu sou,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu sou Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou a ter um aparente acesso de megalomania? “Ei, quem és tu para afirmar uma coisa dessas?”, perguntariam uns quantos de olhos esbugalhados sentidos de que perverti o sentimento de mediocridade imposto sobre todos nós... Mediocridade!! Sim ouviram bem. Repito: MEDIOCRIDADE, MEDÍOCRE. É o sentimento que nos tentam impingir. Tentam nos fazer sentir que somos uma criatura insignificante neste cosmos, que as dimensões do Universo nos reduzem a formigas, escravas da nossa própria racionalidade, que escavam túneis ou abrigos de cimento e madeira, alumínio e terra cota.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Coitadas das formigas, que traumas psicológicos não terão em saber da sua pequenez no Universo. E os formigueiros que muitas espécies constróem? Será que elas estão conscientes dos efeitos sobre o mundo natural, que a construção de tais formigueiros acarreta? Da quantidade de solo que usam, da imensa poluição que os seus dejectos provocam, das devastações de plantas, folhas e animais que uma colónia de formigas causa para se manter viva? Estarão elas conscientes dos efeitos que podem provocar a longo prazo se continuarem a funcionarem assim, a agir desse modo? Dividirão elas o mundo em Mundo das Formigas e Mundo Natural? Ou tal divisão não é a nossos olhos perceptível? E se não a vemos quererá dizer que não existe? Ou só existem estes dois mundos porque os pensamos, porque os criamos num momento de insanidade psicológica, e nos deixamos levar pela ideia de tal ideia ser verdade? Será o nosso mundo realmente artificial?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se somos seres Medíocres? Possivelmente, mas não vou generalizar e chamar medíocre aos outros. Vou só falar de mim. Vou só tomar-me a mim mesmo como exemplo, o único e verdadeiro exemplo que posso evocar, eu mesmo, a minha pessoa, a criatura que sou, ou que tentaram convencer que sou. Não sei onde vou chegar com esta atitude mas tenho que a EXPLORAR... tenho que a examinar, tenho que a observar e contemplar para me desvendar. Não quero partir de preconceitos formado pelos outros, vou partir dos preconceitos formados por mim, se algum realmente existir.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não me tomo por medíocre. Mas observo-me cheio de dificuldades perante o mundo. Não sou um poço de sabedoria, e tenho sérias dúvidas sobre tudo o que me foi ensinado. Como afirmou Descarte, “A minha única certeza é a de duvidar de tudo”, o mais alto grau de cepticismo psicológico. Mas mais uma vez estou a ir de encontro aos preconceitos formulados por outros. Como encaro eu esta afirmação sobre tudo por em dúvida? Será ela verdadeira para mim? Terá sentido tomar esta atitude só por que eu a ouvi falar e de alguma forma me reconhecer com a sua ‘verdade’, o sentido que sinto que nesta frase existe em mim? Que sentido faz para mim esta frase?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duvidar do que é o amor, duvidar do que é a paixão, duvidar de todos os sentidos que se dão ás palavras, todos os significados. Aqui o silencio ganha por uma larga vantagem. Admitimos certas palavras como fazendo sentido na nossa vida. Temos que Amar. Temos que sentir compaixão pelos outros, pelos seres vivos, pelas plantas, pelo mundo inteiro. Teremos? A linguagem infiltrou-se-nos no pensamento e na forma de agir e não distinguimos uma coisa da outra. Unimos-las num mesmo ramo florido de sentimentos: Palavra, pensamento, acção. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Amor, sexo e paixão. Como se relacionam. O que é instinto aqui? O que é desejo aqui? O que dá prazer aqui? Para quê procurar cada uma destas palavras. Procurar amor. Procurar sexo. Procurar paixão. São estes os nossos guias na vida? A vida que pensamos ter e que pensamos pertencer-nos, é guiada por estas palavras? É nelas que fundamos a nossa existência, a forma como moldamos o nosso pensamento e as nossas acções? Que base é esta para nos fundarmos como seres?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem sou eu? Uma criatura medíocre perdida pelo Universo? Ou serei o próprio Deus, criador de universos, criador de vidas? Quem me defino ser? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abandonarei todas as definições e tentarei partir em busca de uma definição pessoal, só minha? Ou deixo de pensar nas coisas definidas e tentarei encara-las sempre como indefinidas? Ou admito em todas as definições uma margem de indefinição?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olho para mim e o que vejo? Que tenho tentado apaixonar-me por uma pessoa em particular. Mas qualquer rapariga seria uma pessoa ideal. Afinal é um ser humano, inserida numa sociedade semelhante á minha, e possivelmente tão carente do mesmo tipo de comportamento como eu. Conceitos de beleza acrescentam-se à minha definição de estar apaixonado, ou de inteligência, mais conceitos de saber-se comportar nesta e naquela situação, quando está comigo a jantar, quando saímos juntos com os amigos, e mais conceitos e definições sobre essa pessoa se vão formando à medida que vou criticando o que vejo. Começo a dizer o que gosto e o que não gosto na sua pessoa. E o que gosto começo a apreciar ainda mais e o que não gosto começo a detestar ainda mais. Ela não sou eu, e ao saber o que eu gosto nela, sorri, e ao saber o que não gosto nela, recolhe-se, e disfarça a sua forma de ser para evitar desanimar-me. E eu... faço exactamente o mesmo. Disfarçamos quem somos para nos agradarmos mutuamente. Fingimos ser o que não somos para sermos aceites. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Onde já vi eu este filme? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E depois, se nos aguentamos com este jogo por alguns anos, outros há que basta alguns meses, dizemos que aquela é a pessoa com quem devemos viver, devemos casar, devemos criar uma família. E neste fingimento de quem somos ou, de o que somos, acabamos por esquecer que isto é um jogo. Fingimos regras, simulamos comportamentos para nos suportar-mos mutuamente. E quando criamos uma família transportamos todo este fingimento, que em momentos se solidão, em momentos em que apenas nos temos que suportar a nós mesmos, sentimos que não estamos bem, que a experiência que temos criado não vai de encontro com o que sentimos. Que quando estou sozinho surgem desejos, surgem memórias de segurança adquirida no passado que não se adaptam ao presente, aquele momento de estarmos só no universo, e essa solidão não faz sentido, não se adequa com a normalidade de se ser feliz em sociedade e no mundo social . Somos os geradores dos nossos próprios conflitos e depois procuramos a origem. Esta PESSOA já não serve. O amor que existia fracassou. Não me entendo, já não sei quem sou e isolo-me. Reflicto. Sei que estou em busca de algo mas apercebo-me que não é do amor que me venderam. Imitar as formas de amor não é amar. Temos que descobrir esse amar não por imitação, não nos guiando pela autoridade das pessoas que pensamos serem felizes, mas guiando-nos por cada acção que tomamos. Estando atentos ao que fazemos com os outros e a nós mesmos, observando este fazer constante em que mergulhamos aprendemos a conhecer-nos, não como uma tábua rasa, em que esculpimos o que queremos ser, mas como a superfície de um lago que se agita para acomodar um pato que amara, um barco que passa, um balde que nos rouba a água. Que ao calor do sol se evapora, e que com o cair da chuva se renova.&lt;span style=""&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-3226326717390164811?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/3226326717390164811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=3226326717390164811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/3226326717390164811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/3226326717390164811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2008/06/eu-eu-sou-eu-sou-deus.html' title='Eu Sou... Deus'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-3207503548115621148</id><published>2007-07-24T01:55:00.000+01:00</published><updated>2007-07-24T02:21:03.769+01:00</updated><title type='text'>AMOR = (Que se Ame) + (Deixar-se Amar)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Tento agarrar as palavras que me rebentam a cada sentir que tenho. Soltam-se de mim sensações como balões cheios de hélio que sobem para o céu, destinados a perderem-se no imenso azul, enquanto eu silenciosamente os observo a afastarem-se. Mas apenas uma palavra me merece traduzir cada um desses sentires, dessas reacções químicas que se me formam: INEFÁVEL. Completamente inefável. Nenhum esforço pode traduzir ou representar aquilo que sinto. Mas é consciente dessa impossibilidade que a tarefa de me aproximar da sua discrição torna o desafio apetecível: tentar descrever o que não têm descrição, o que é inefável. O paradoxo que desafia a razão, razão da qual não podemos estar sempre imbuídos, ou deixamos de ser o que somos para nos tornar-nos num desejo de que queremos sempre ser algo que não somos, de sermos algo que os outros pensam que devíamos ser e que provavelmente não poderemos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me ser o que sou. Deixem-me ser o que sinto. E ao ser o que sinto sou sempre algo novo, uma criatura nova todos os dias que se faz e recria diariamente. Deixar a minha imaginação gerir o que faço e o que sou ou posso vir a ser. A liberdade de imaginar diariamente que sou um ser novo todos os dias e não um nome que me deram, um Paulo que dizem que sou. Não sou nada disso. Sou Inefável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Quero amar o mundo e que o mundo me deixe ama-lo,&lt;br /&gt;Quero continuar-te a amar sempre que estás presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confusão que tantos criaram sobre o que é amar devia ser destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar a cada bater do coração, amar em cada pulsação,&lt;br /&gt;Amar sempre que respirar,&lt;br /&gt;Amar para o nosso espirito limpar.&lt;br /&gt;Amar em cada lagrima que nos cai,&lt;br /&gt;Amar em cada palavra que da boca nos sai,&lt;br /&gt;Amar sem pedir nada em troca, sem rejeitar.&lt;br /&gt;Deixar amarmo-nos pelos outros, para que o mundo também possa amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar por que a vida é curta e o amor eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aqui que não me consigo conter de amar tanto este mundo.&lt;br /&gt;Amar cada pássaro, cada árvore, cada pedra lascada.&lt;br /&gt;Amo cada pessoa da rua, ou que cruzo na escada.&lt;br /&gt;Amar o mosquito que me mordeu que o meu sangue bebeu,&lt;br /&gt;Amar a dor que sinto, a tristeza que me invadiu.&lt;br /&gt;Amar o ódio que se gerou ou o amor que fugiu.&lt;br /&gt;Amar o bom e o mau, amar o possível e o impossível.&lt;br /&gt;Amar o que existe, o que está aqui,&lt;br /&gt;Amar-te a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E... e se amar é tudo o que posso,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se a felicidade é poder amar,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se o amor é alimento,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se o amor é vida,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se amar é morrer lentamente,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se amar é sofrer,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se amar é me perder,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se amar é desesperar,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se amar é sentir,&lt;br /&gt;Então que ame.&lt;br /&gt;Se amar é aqui estar,&lt;br /&gt;Então que se ame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar só por amar&lt;br /&gt;Sem medo de partir&lt;br /&gt;Indiferente ao destino a que  se chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-3207503548115621148?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/3207503548115621148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=3207503548115621148' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/3207503548115621148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/3207503548115621148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2007/07/amar.html' title='AMOR = (Que se Ame) + (Deixar-se Amar)'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-1439535580681001214</id><published>2007-07-04T14:46:00.000+01:00</published><updated>2007-07-04T15:38:01.659+01:00</updated><title type='text'>Crónica - De Férias...</title><content type='html'>O calendário marca o dia 4 de Julho, o sol lá fora ora se esconde ora mostra o seu sorriso, penso em sexo, tento escrever qualquer coisa no meu Blogg, não sei o que devo dizer, falar de politica, da crise económica do pais que muitos dizem que se vive? Da crise na saúde, e as crises internacionais, nas crianças inglesas que desaparecem no Algarve, das cheias na Inglaterra que põem mais ingleses a desaparecer, vejo corpos molhados semi-nus, penso em sexo, Lembro-me de uma conversa da minha irmã sobre uma amiga dela que disse ter sido minha colega de infância, procuro-a no Hi5, descubro quem é, Fogo Como o Tempo Passa, a moça está crescida, que bonito corpo, penso em sexo, ponho-me a procurar livros na net em português, sobre quê? tudo… Já passa da hora de almoço, descubro uns blogges interessantes, vidas que se queimam nas chamas da vida, Macau Lisboa Polónia, que andam a fazer as pessoas neste mundo? que faço eu? Estou de férias, penso em sexo, ..mas não acontece… não estou triste nem desiludido, estou um pouco de tudo em simultâneo. Dou com um blogg de um suposto casal desinibido que gosta de publicar as suas fotos e os seus vídeos caseiros. Morreu o actor Henrique Viana com 71 anos. O sol brilha agora em força lá fora, o verde da macieira do pessegueiro do chorão da roseira fervilha de frescura por entre a roupa do estendal, a minha mãe prepara grelhados para o almoço, estou de férias, vim dar-lhe mais trabalho, penso no que vou fazer hoje, tenho que ir ver livros, compra-los, de preferência bons e muitos, as férias estão a acabar. Estas férias já vou acabar o segundo livro, sem contar aqueles que já comecei sem data para terminar. Filosofia, ciência, não me saem da cabeça. “Só sei que nada sei e até disso não posso estar certo”. Escrever, de que serve? Tantas ideias, tantas opiniões, tantas experiências que vejo espalhadas pela rede, só fico com aquele sentimento de uma ignorância que não consigo saciar, como o sexo, de uma inveja de não conhecer os autores dos bloggs, queria comentar o que escrevem, riu com o que dizem, fico deprimido com o sucesso alheio, deixo de ficar e pergunto-me para que serve o êxito pessoal, essa satisfação do ego sobre a nossa relação com o mundo, a aprovação alheia, lutar por um ideal qualquer. Quero atirar isso tudo pelo chão e espezinhar todos os conceitos feitos, preconceitos que não consigo abandonar de tão entranhados que estão na minha programação, não sou uma máquina, posso desprogramar-me. Penso em sexo mas a sua ilusão desprende-se de mim como pó sacudido da roupa. E então todas as minhas ilusões e programações caem aprisionadas em cada grão de pó que se me desprendeu da roupa. Soltam-se numa nuvem densa que vai aumentando de transparência à medida que se afastam em direcção ao chão. E o cheiro de batatas fritas que corre da cozinha puxa-me para longe do teclado dando um fim a este começo. Agora já me sinto livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-1439535580681001214?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/1439535580681001214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=1439535580681001214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/1439535580681001214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/1439535580681001214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2007/07/crnica-de-frias.html' title='Crónica - De Férias...'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-8284357262203945258</id><published>2007-05-08T07:57:00.000+01:00</published><updated>2007-07-24T01:54:25.547+01:00</updated><title type='text'>Beijo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de recolher algumas opiniões entre amigos e familiares sobre o meu ultimo texto "À Conversa Com..." decidi tentar algo mais apelativo, algo que vos convencesse a ler o meu texto até ao fim.. Vamos a ver se é desta ;-) Aguardo pelas vossas críticas num proximo café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois textoszitos em dois dias? Só pode querer dizer uma coisa. Ou não tenho mesmo nada melhor que fazer ou voltei aos meus periodos produtivos de insónias. Uhm! São as duas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Beijo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Beija-me. - e ao pedido dela ele aproximou-se ainda mais.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cheirou-a como um cão faminto que fareja um prato de comida oferecida. Aproximava-lhe o nariz da pele sem lhe tocar. Farejou-lhe o ar das orelhas, inspirou o aroma do champô que se libertava dos seus cabelos espigados. Foi inclinando a cabeça até ao ombro bafejando-lhe ar para a pele e a respirar os aromas da transpiração que se libertavam dela. No silencio envolvente os seus corações palpitavam acelerados em expectativa. O seu nariz continuava a sobrevoar a pele dela que como um oceano tempestuoso formava ondas epidérmicas de desejos ocultos. Um dos braços dela não aguentou e chamou-o a si. O nariz dele aterrou-lhe no pescoço onde se enterrou como um prego que penetra a casca de uma árvore. Ela sentiu o contacto e a violência do nariz dele. Mais um centímetro para a frente e, ele teria projectado todo o seu peso sobre o dela e, teriam ambos, ali, caído sobre o sofá como uma mortalha recebe o peso do tabaco. E teriam, ali, esfumado-se num só corpo, contorcentes de ansiedade, queimando-se nas chamas do desejo, ardentes de paixão. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Mas por um centímetro permaneceram de pé.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;O braço dela apertava com mais força o seu corpo. O nariz que aterrara trouxera atrás dele uns lábios húmidos, que como tenazes apertavam a lenha de uma fogueira. Os lábios dele navegavam pela sua pele humedecendo-a com caricias quentes. O vapor do seu hálito impelia ao mesmo tempo a bandeira de um mastro cada vez mais crescente. E ela também o sentia, pois toda aquela roupa parecia transparente. E sentindo-o, o seu outro braço livre foi empurrando a sua mão até aos perigosos baixios onde outras naus haviam visto os seus cascos rasgados. Os lábios dele bebiam das ondas da sua pele, tragando lentamente toda a espuma de suor emergente. Aproximaram-se então dos lábios dela e foi nesse momento que pararam. Os olhos fintaram-se em desafio, hesitantes. Eram os olhos do toiro a fintar os do toureador. As mãos cavalgantes aguardavam pela decisão dos intervenientes. Quem avança e quem recua? Quem recebe e quem dá? E no segundo seguinte os lábios dele saltaram de imediato para o nariz dela, saboreando-lhe a respiração.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;«Tocar os meus lábios é colher o néctar dos meus segredos.» lembrou-se ele das palavras que ela lhe havia dirigido naquela tarde. Aquelas palavras ainda atonavam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à sua mente quando pensava demais nela. Quando só nela podia pensar e recria-la, imagina-la, sem no entanto tocar-lhe. Aquela descrição caída num primeiro encontro não mais lhe havia de sair do pensamento. E a cada vez que os seus corpos ficavam a milímetros ele não conseguia livrar-se daquela frase e da forma como ela o havia dito, dos gestos, da sua expressão facial. Houve naquele momento uma conspiração de sentimentos que nunca mais lhe haviam de arrancar aquela expressão da cabeça. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;As mãos dele espetaram-se nos seus cabelos vasculhando o seu couro cabeludo por pepitas de ouro perdidas. As mãos dela agarraram na roupa que lhe cobria o corpo e foram soltando-lhe peça a peça. As mãos dele fizeram o mesmo. E soltos do peso das indumentárias sentiram-se livres para se amarem.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Satisfeitos olharam-se em sorrisos cúmplices e sem palavras. Ela saltou do sofá e procurou a bolsa. Vasculhou o seu interior e sacou um maço de cigarros. Libertou a chama do isqueiro e incandesceu a ponta imaculada do palito de tabaco. Ele deixou-se a observar a sua figura nua e fumegante como um rio que olha um barco a vapor inconsciente da sua nudez perante a água.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-8284357262203945258?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/8284357262203945258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=8284357262203945258' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/8284357262203945258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/8284357262203945258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2007/05/beijo.html' title='Beijo'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-4440918962351010891</id><published>2007-05-07T16:09:00.000+01:00</published><updated>2007-05-07T16:18:01.395+01:00</updated><title type='text'>À Conversa Com...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Você é poeta?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Quem, eu? Acha-me um poeta?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Pois você, quem mais está aqui? E segundo os meus padrões de leitura aquilo que escreve é chamado de ‘poesia’.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Acha mesmo que sim, que aquilo que eu escrevo é poesia?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Eu acho. Afinal de contas até rima e tudo. Já vi gajos dizerem-se poetas e escreverem coisas na forma de curtas frases, como na poesia, mas que nunca conseguiam rimar palavra nenhuma. E desses eu não gosto nada. Para mim a poesia tem de rimar...&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Mas olhe que existe muita boa poesia que não rima. Por que é que acha que a poesia deve rimar?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Não sei muito bem explicar, mas se a coisa não rimar não parece tão bonito, não soa tão bem. É como estar a ouvir a Madona cantar comparada com o meu professor de ciências a dar uma palestra sobre o funcionamento do corpo humano.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Mas que bem. Afinal você também tem uma veia poética.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Eu? Mas porquê?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Ora então não se recorda do que disse? Acabou de comparar a Madona a cantar com o seu professor de ciências a dar uma palestra. Já viu a imagem que criou? Eu cá adorei. Essa sua comparação penetrou fundo em mim pois consegui rapidamente imaginar a Madona a cantar e ver no mesmo palco, ao lado da Madona, o seu professor de ciências a recitar uma palestra. Essa é uma das características da boa poesia. Tocar forte e depressa no leitor com o menor numero possível de palavras. A rima é um acessório, serve para estimular a sensibilidade auditiva e influenciar a imaginação de quem lê. Se bem dirigida, dá uma força, ou um impulso extra ao poema.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Então concorda comigo. A boa poesia tem que rimar. Eu sabia...&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Não é a rima aquilo de que falo. É a sonoridade, é o paladar sonoro das palavras que lemos mentalmente. É o som das palavras no local certo com a imagem certa que refinam e aumentam o choque do poema sobre o leitor. E é esse choque que o poema dá ao leitor que torna o poema belo ou não.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Sinceramente nunca tinha visto a rima nesse aspecto como agora me conta. Então que função tem a rima?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Que é a rima? Ora observe você mesmo. Já viu como é que aparece disposta a rima? Ás vezes só os versos impares rimam, outras só os versos pares de um poema. Outras há que versos pares e impares rimam, outras só rimam o primeiro verso por cada conjunto de dois versos e por ai fora. As sequências possíveis são muitas. É àquilo a que os linguistas chamam de métrica. Os Lusíadas tem várias métricas ao longo de cada canto, a Mensagem tem outras variantes métricas e muita outra poesia que rima tem métrica. Mas rimar nem sempre fica bem. Nem sempre exprime o que o autor deseja transmitir. A regra de que um poema deve rimar vai contra a própria ideia do sentido da poesia. &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Há vai? Então o que é a poesia?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;A poesia é aquilo que os poetas escrevem.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Então e quando um poeta escreve uma carta à tia para lhe pedir um quilo de carne de vaca pela Páscoa? Essa carta também é poesia?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Você gosta mesmo de fazer perguntas complicadas.&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Por acaso até gosto, faz parte da minha profissão, sabe?&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;Sei pois. Por isso é que aceitei o seu convite para aqui vir. Se fosse para mais uma daquelas entrevistas aborrecidíssimas sobre o porque escrevi isto e porque escrevi aquilo... não teria vindo. &lt;i&gt;(risos)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(...e a conversa continuou noite fora ao sabor de pevides salgadas e bebidas variadas...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-4440918962351010891?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/4440918962351010891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=4440918962351010891' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/4440918962351010891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/4440918962351010891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2007/05/conversa-com.html' title='À Conversa Com...'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-117423133829347295</id><published>2007-03-18T16:16:00.000Z</published><updated>2007-03-18T16:23:04.113Z</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Menina que passeia o Cão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Gemem os passeios a teus pés&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;As passadas que não podem dar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Corre-te na frente o cão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Em ares de não querer parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Cumprimentam-te os pássaros nos ramos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Sorri-te o céu nublado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Ai cão que corres sem cauda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Levas atrás o rabo num vermelho assado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;A tua camisola verde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Confunde-se com os mimosos botões em flor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Ai que persegues o bicho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Que endiabrado afasta do caminho as cores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Sobes degrau, puxas coleira,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Bailam-te os cabelos em raios de sol por uma peneira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;O maroto foge, quer perseguir o gato esfaimado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Não deixas e resistes, o que só deixa o teu animal ainda mais animado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Foge gato foge, trepa gato trepa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Gritas um perfume de ordem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Que me amolece,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 153);"&gt;Que me derrete e estremece.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-117423133829347295?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/117423133829347295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=117423133829347295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/117423133829347295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/117423133829347295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2007/03/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-116200372417619266</id><published>2006-10-28T03:04:00.000+01:00</published><updated>2006-10-28T03:48:44.230+01:00</updated><title type='text'>Frases Minhas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;    &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt; Este blog é uma faceta da minha pessoa quando escreve. O que escrevo é sobre aquela outra pessoa que em mim assiste às coisas do mundo e que às vezes nelas participa. Relatar sobre o meu mundo seria uma tarefa gigantesca e como tal por aqui vou deixando pequenos fragmentos daquilo em que me vou tornando. Uma pessoa? Um homem? Um filho de Deus, ou do meu pai? Os outros que o decidam. O que vou sendo é o que sou e nada mais. Não é preciso mais. Tudo o que já sou é bastante. Mas nem tudo o que há basta, e por isso acrescento, corto e recorto das coisas feitas pelos outros, das palavras inventadas pelos outros, das ideias feitas que instauramos nesta linguagem limitada, para colar noutros lados, noutros locais e noutros tempos. Falo como se não me quisesse fazer entender. Gostaria de me fazer entender. Mas isso não acontecerá. Jamais serei entendido e jamais entenderei os outros. Apenas nos resta questionarmos perante a nossa incompreensão universal sobre a nossa compreensão fragmentada, dos cacos que vamos juntando lentamente. Por isso umas palavrinhas pequenas vos queria deixar. Frases onde se resumem verdades que em mim boiavam como cascas de mentiras espalhadas. Naqueles momentos em que lia uma frase de um texto, ou reflectia num assunto enquanto olhava a paisagem do Tejo. Em momentos em que procurava juntar as peças desta engrenagem de experiências diárias. Se estas frases fizerem sentido para vocês então talvez também sejam verdades vossas. Se não fizerem, foram apenas verdades minhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;     Todas elas foram escritas no meu PDA, onde acumulo algumas das palavras dos meus pensamentos que me ocorrem nos sítios mais impróprios para escrever.  &lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;“Nós não perpetuamos as obras de arte porque são belas. Nós perpetuamos obras de arte porque nos recordam que existiram homens interiormente belos.”&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(18/10/2005)&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;“Se deres a conhecer o que não queres ele&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acontece. Se deres a conhecer o que queres ele acontece.” (27/11/2005)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;“Somos todos sempre crianças. Mas uns pensam que querem ser grandes, e outros sabem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que serão eternamente pequenos.”&lt;br /&gt;(21/1/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"As ondas andam a surfar na praia."(14/2/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A decadência é o primeiro passo para subir mais alto."&lt;br /&gt;(14/2/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Queremos acreditar que as outras pessoas são boas por natureza porque acreditamos sermos nós mesmos também bons." (4/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Peço desculpas por me comportar assim mas, o meu sangue fica a ferver perante a chama de uma grandeza humana. "&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(17/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Os adultos comportam-se perante o amor como uma criança perante um pote de mel. Ou todos os dias lhe roubam uma colher para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fazerem durar o seu sabor, ou querem comer tudo de uma vez ficando depois enjoados durante anos."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(17/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;"Porque é uma mulher que me serve de fonte de inspiração? Porque quero falar da vida dos homens. Se quisesse falar sobre a vida dos cães Lassie seria a minha musa."&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A poesia é o lenço que absorve as lágrimas de todos os desesperos da vida. É a consolação de se viver."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(18/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A literatura é só a soma dos epitáfios nas campas dos cemitérios; só serve para lembrar os mortos."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(20/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Quem não tem imaginação para viver, vive a vida imaginada pelos outros."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(20/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;"Imaginar é criar, criar é crescer, crescer é descobrir a criança que somos."&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Leio livros como quem fuma cigarros. É uma forma de esquecer&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o tempo que a vida demora a passar."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(24/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A ciência é um feliz acumular de coincidências."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(24/4/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Pára de dançar com a língua e deixa o teu corpo falar ao ritmo da musica."&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;(8/5/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Ao falar com palavras deixo todas as minhas ideias a anos luz da compreensão das pessoas. Ao falar com silencio deixo todas as minhas ideias&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;compreenderem-se até por um cão."&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;(9/5/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Para quê tanta beleza se não existir alguém para a contemplar?"&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;(25/5/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A loucura é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ponto de transição para a sabedoria. O problema é que muitos se esquecem porque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a ela chegaram."&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;(5/6/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Apaixonar-nos é um acto da imaginação. Amar é arranjar trabalho para imaginar o resto da vida."&lt;br /&gt;(6/6/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A realidade é só uma fantasia que se vive todos os dias" (6/6/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A Historia dos historiadores, é uma historia de imaginação no presente sobre os fragmentos do passado."&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;(22/6/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Um céu sem nuvens é como um mar sem ondas. É como olhar uma tela pintada de branco. " (2/8/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"A morte é tão real como a vida - é apenas aquilo que imaginamos que ela é."&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;(16/8/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Aprende como se tivesses a ensinar a alguém menos sabedor que tu." (10/9/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;"Depois de muito pensar tudo o que me sobra é desfrutar a contemplação". (25/9/2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-116200372417619266?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/116200372417619266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=116200372417619266' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/116200372417619266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/116200372417619266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/10/frases-minhas.html' title='Frases Minhas'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-115334192482741454</id><published>2006-07-19T21:41:00.000+01:00</published><updated>2006-07-19T21:45:24.850+01:00</updated><title type='text'>Crónica do Astro</title><content type='html'>&lt;h1&gt;Deixa para amanhã o que podias fazer hoje&lt;/h1&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Penúltimo dia do mês de junho. Avizinha-se o confronto semanal entre mim e a senhora que me vende a senha do passe. Começo já a sentir a tensão, os calafrios, a boa disposição que tento transmitir para fazer escorregar a comunicação. As notas a saírem da carteira, depois o troco quase sempre mal contado; vezes ouve em que me deixei levar, outras acabei por ser o beneficiado. Não me importei muito com o facto, pois hoje conto com grande atenção todos os trocados, com a precisão de quem sabe toda a tabuada de cor. Quase que levanto vou da cadeira enquanto o condutor do autocarro passa por mais uma longa lomba feita hoje passadeira. Há condutores de autocarro que ainda não se parecem ter habituado à ideia, ou simplesmente sentem um prazer sádico de ver as caras dos passageiros assustadas pelo impulso vertical.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim interrompi estas ideias que se me passeavam pela mente, enquanto perguntava ao meu corpo, com muita pouca vontade de andar, se devia, ir ou não ir, buscar a dita senha do passe. Eram só mais três estações, cem passos até à loja e mais quinhentos para voltar para casa a pé. Mas hoje o meu corpo dizia-me que “não, não vás. Deixa-me chegar o mais depressa possível a casa, deixa-me cair no sofá e beber um documentário do Discovery Channel.” E como é difícil resistir às vontades do corpo. Quando ele tem sede eu bebo, quando ele sente fome eu dou-lhe de comer, quando se sente cansado mudo de posição para descansar. O corpo é uma prisão caprichosa, é uma princesa a quem é difícil negar um pedido. A paragem aproximava-se e meditei por momentos na frase “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, como parecia tão tipicamente português o desrespeito por este preceito popular. E não hesitei mais, ou era agora ou não era, e toquei para sair. Levantei-me e deixei para amanhã o que podia fazer hoje. O autocarro estancou, as portas separaram os lábios de borracha que as unia e eu saltei para o chão, descarregando todo o meu peso na calçada em reparações, “E onde está o espaço para os peões? Lá tenho que me atirar para a estrada!”. Por ali estavam dois montes de pedra cubica de branco calcário, um outro de areia grossa alaranjada e as habituais fitas vermelhas e brancas a vedar a passagem. Ou seja peões para o meio da estrada. “Vão melhorar o passeio. A gente aguenta o perigo”. Saí da estrada para a área transitável do mesmo passeio. O autocarro arrancou nas minhas costas e continuou o seu destino estrada fora. E eu, passeio fora, seguia o destino que era meu. Subia a rua como tantas outras vezes. As mesmas casas, o mesmo cão rezinga que por passar tanto tempo fechado ladrava irritantemente aos transeuntes. Cheguei ao cimo da rua e olhei uma das casas mais velhas, se não a mais velha das casas do meu bairro. A casa onde o meu já velho vizinho apoiava os cotovelos sobre o muro, observando os transeuntes, com o cabo da sua bengala pendurado no parapeito. Aquela bengala, a terceira resposta ao enigma da esfinge grega, “Qual é a coisa qual é ela... que há noite caminha com três pernas?” Mas naquele momento não parecia ali estar. Mas espera. Afinal até ali estava. Duas senhoras, talvez as filhas, apoiavam-no pelos braços. O velhote parecia não conseguir já caminhar, e talvez por isso havia tanto tempo que não ali o via. Olhei as senhoras e acenei-lhes um “Boas tardes”. As suas cabeças viraram-se e a resposta não se fez esperar, mas o que se seguiu eu é que não esperava:&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Podia dar-nos aqui uma ajuda? É que o senhor Farinha caiu e nós não o estamos a conseguir levar daqui. – Soltei a mochila das costas contra o passeio e transpus o portão principal para o outro lado do muro. Cumprimentei o senhor Farinha que a grande custo se impelia para a frente, pelo estreitíssimo espaço que existia entre o muro e um monte de terra à mesma altura.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Eu estava ali na minha varanda e vi o senhor Farinha caído aqui deste lado a tentar levantar-se.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Eu vinha a passar pela estrada quando aqui a senhora A... me pediu ajuda, mas não estamos a conseguir dar conta do recado.- Percebi então que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as filhas elas não eram, e uma delas minha vizinha era e que eu mal a reconheci. Troquei de lugar com uma das senhoras e agarrei o velhote por baixo do braço. Cumprimentei-o com um aperto de mão e amparai-o o melhor que pude. O senhor Farinha rastejava um dos pés queixando-se das dores que lhe causava move-lo. Puxando-lhe uma perna de cada vez pela bainha das calças, lá encaminhamos, os três, o simpático senhor Farinha até ao interior de sua casa, para onde dizia querer que o deixasse-mos pois ainda tinha que rezar o terço. Pelo lento caminho de trinta passos que se percorreu do jardim até à sala fomos brindados com a jovialidade de quem não podendo quase andar ainda cantava o Malhão-Malhão para aqueles que o encaminhavam devolta a casa. Sorri para as senhoras e elas para mim. Como recompensar o silencio de um acto sem preço!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Atravessamos o terraço onde um dia eu brinquei num monte de areia que ajudou a construir a casa dos meus pais. Ao entrar pela casa adentro tentei recordar a ultima vez que ali tinha posto pé: a senhora Tirminha andava por aquela cozinha de volta de uma balança e queria pesar não sei o quê, mas para lá disso as minhas lembranças eram muito escassas, fragmentadas, não conseguia ter certezas sobre quais tinham acontecido e sobre quais tinha imaginado.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;As filhas vem cá cuidar deles, mas não podem cá ficar o dia todo. Pelo que se acontecer alguma coisa tão entregues a si mesmos, ou a alguém que os acuda. Eu já cá tive que vir uma vez socorre-lo. Ele gosta de se levantar e ir encostar-se ao muro para ver quem passa. Não é assim senhor Farinha? Está a ver o que pode acontecer? Não deve ir mais para ali. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 3pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 3pt; text-indent: 18pt;"&gt;Consideradas as duas pessoas mais velhas do lugar de Bicesse, o senhor Farinha e a dona Tirminha podiam contar toda a historia da colonização do nosso lugar, das pessoas que por lá compraram um espaço e se instalaram e que já lá não moram mais, pois morreram e, tudo o que fora deles era agora dos filhos e que esses já eram diferentes dos pais por isto e por aquilo e sempre por algo mais. O passado nunca é o mesmo que o presente e nunca igual ao futuro. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 3pt; text-indent: 32.4pt;"&gt;Encaminhámos o velhote para o sofá da sala, sentamo-lo e no agradecimento rouco mais singelo, mais puro que ouvi deixamo-lo sossegado a rezar o terço. As suas mãos seguravam muito unidas o seu símbolo de fé.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A curiosidade levou-nos a outra sala onde acamada uma senhor idosa abria e fechava a boca como que falando para os céus, agarrando-se depois com as mãos aos ferros de guarda da cama. Parecia estar num estado espasmódico que a idade e a doença avançadas lhe haviam trazido. A imagem daquela senhora ali deitada não me impressionou. Aquela forma de velhice a mim nada me disse. Era simplesmente um estado de quem ainda luta pela vida, de uma medicina moderna que prolonga o estado de decrepitude para a qual caminhamos, ou era a tenaz vontade de quem ainda não deu a ultima palavra pela vida e que a este mundo ainda queria dizer alguma coisa. E se assim era, talvez algo se tenha ainda dito.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 3pt; text-indent: 32.4pt;"&gt;Saí, recuperei a mochila do chão e despedi-me das senhoras.&lt;/p&gt;   &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Se deixei para amanhã o que podia fazer hoje, outras coisas houve que não ficaram para o dia seguinte.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-115334192482741454?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/115334192482741454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=115334192482741454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/115334192482741454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/115334192482741454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/07/crnica-do-astro.html' title='Crónica do Astro'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-115161654628359343</id><published>2006-06-29T21:55:00.000+01:00</published><updated>2006-06-29T22:29:06.416+01:00</updated><title type='text'>O Sentir da Água</title><content type='html'>Escrever nunca é para mim um fim, um objectivo. É só um meio, ou o meio que fica entre a ponta do que sinto e a extremidade da razão, do pensar consciente. E, por vezes, entre a sensação de uma imagem e a razão imaginativa sobre ela, fico a pensar nas sensações. E então apetece-me escrever, relatar o que me entra nos sentidos e que me perturba a razão do que conheço. Sentir cada momento é senti-lo único, talvez parecido com outros momentos, mas nunca igual. E escrevo. Imagino o que senti, porque senti e porque o pensei assim. E escrevo. Outras vezes corro, expiro fortemente pela boca como um cavalo cansado de correr, mas não relincho. Escrevo.&lt;br /&gt;A imagem era a de uma ela, enquadrada num cenário tropical com abundante água em volta. E, focado naquela imagem... imaginei e tive de escrever. E escrevi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;O Sentir da Água&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;  &lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;Água de um lugar lá longe,&lt;br /&gt;Que lambia lentamente os lábios da margem,&lt;br /&gt;Esperavas espraiada a chegada de uma aragem.&lt;u&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;Na margem,&lt;br /&gt;A arreia que se afastava aos teus passos&lt;br /&gt;Apertava-se em abraços entre os dedos laços.&lt;br /&gt;Cada toque dos pés no areal era felicidade entre os grãos,&lt;br /&gt;Que se sentiam como farinha quando o padeiro lhes deita as mãos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;Amassado pelo andar&lt;br /&gt;Havia naquele ar&lt;br /&gt;Laivos de quem só caminha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;E a água que lambia&lt;br /&gt;Que lá longe aguardava&lt;br /&gt;Sentiu um cabelo&lt;br /&gt;Um dedo que poisava.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;E a água que lambia&lt;br /&gt;Que lá longe aguardava&lt;br /&gt;Penetrou-se de frescura&lt;br /&gt;De desejos que não sabia a cura.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;E a água que lambia&lt;br /&gt;Que lá longe aguardava&lt;br /&gt;Sentiu uma saia branca&lt;br /&gt;Que por ela mergulhava.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                              &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; color: rgb(102, 255, 153); font-style: italic;"&gt;E a água que lambia&lt;br /&gt;Engoliu o teu corpo&lt;br /&gt;De criatura no mundo criada,&lt;br /&gt;E a água que lambia,&lt;br /&gt;Saboreou a tua pele&lt;br /&gt;Por raios de sol caiada,&lt;br /&gt;E a água que lambia...&lt;br /&gt;Deixou-se parada estagnada...&lt;br /&gt;E lambeu uma vez mais as margens...&lt;br /&gt;Mas não mais pelo sabor de uma aragem.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; (5/6/2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Astro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-115161654628359343?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/115161654628359343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=115161654628359343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/115161654628359343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/115161654628359343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/06/o-sentir-da-gua.html' title='O Sentir da Água'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114755131605429199</id><published>2006-05-13T20:57:00.000+01:00</published><updated>2006-05-13T21:15:16.086+01:00</updated><title type='text'>Cronica - O que pedem os pedintes</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Cruzo-me todos os dias com eles, os pedintes, e pelas voltas que tenho que dar até à cidade de Lisboa facilmente me apercebo das suas preferências pelas carruagens de metro e pelas estações de comboios da linha de Cascais. Diga-se, como já seria de esperar, que o habitat natural de quem mendiga são os locais cheios de pessoas. Mas de autocarro parece que eles não andam. Penso nunca ter visto um pedinte dentro de um autocarro. Os corredores apertados de acesso ao metro são postos de ataque excelentes, muita gente a passar que não consegue deixar de reparar neles. Ora sentados pelos degraus com uma caixinha de esmolas, ora de pé tentando abordar directamente os transeuntes esbaforidos. As técnicas variam consoante a geografia do local, a deficiência que o condenou aquela vida e, a tolerância das autoridades e dos peões. Tolerância. Tornámo-nos demasiados tolerantes ao que se passa na rua que continuamos a alimentar as esperanças dos pedintes que fazem disso já profissão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(Funcionário Publico) - O seu nome, por favor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(Pedinte) - Lúcio Desgastado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(F.P.) - A sua idade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(P.) - 36 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(F.P.) - Profissão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(P.) - Pedinte a part-time no Rossio. Mas estou há espera de ser admitido a full time numa das linhas do metro para daqui a um mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;O homem vai safando-se como pode e pedir é uma forma de vida tão gratificante como outra qualquer. Limpar os para brisas dos automóveis junto aos semáforos, distribuir papelinhos de apelo por uns tostões que nos levem ao supermercado e que nos deixem repetir aquele ritual tão bem visto de encher o carrinho ou o saco das compras e alimentar as bocas famintas dos filhos que vimos nascer. Os supermercados estão lá. Por que não devo eu também usa-los como todos os outros que se engalfinham por um ordenado no final do mês? Não tenho dinheiro mas também sou gente e também quero comprar. Ou pego num instrumento musical e nuns amigos e lá vamos tocando para os passageiros que estão tão sossegatitos, como se estivessem ali à espera que lhes déssemos música. E quem sabe nos retribuam com umas moedas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;    Descia eu as escadas de acesso ao metropolitano quando há minha frente duas jovens, de cabelos lisos escuros e pele torrada pelo sol de verão que ainda não chegou, se apinhavam céleres em volta das pessoas que passavam. Os meus amigos que iam na dianteira contornaram-nas seguindo pelo túnel. Eu deixei-me aproximar daquelas caras infantis que de pasta na mão e caneta na outra corriam de pessoa para pessoa querendo uma assinatura numa das colunas e o montante do donativo na coluna seguinte. Olhei para a folha e li o cabeçalho. Não percebi bem as primeiras palavras mas as segundas afirmavam "somos surdas e mudas" e pediam que as ajudássemos. Olhei para o rosto da miúda que não devia ter mais de 12 anos, olhei o seu grande sorriso, de lábios serrados de humidade como que por um fecho-éclair, e a sua expressão muito contraída, gesticulando que escrevesse. Olhei a folha de papel, olhei para ela que gesticulava. Entreguei-lhe de volta o bloco que ela à primeira recusou e, agarrando-me pela manga insistia que nele escrevesse. Abanei a cabeça e tentei afastar-me e, já em desespero de causa puxou-me para que não me fosse, para que escrevesse, para que lhe pagasse. Na folha de colheita constavam montantes de 1 a 10 euros. Até que tentei afastar a sua pequena mão da minha manga, "Ei, que te fiz eu? Não me vais largar o braço?" Pensei. Os meus dedos apertaram o seu pulso e quase que a sacudia, o que só após alguma insistência lá cedeu e largou-me. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;    A profissão sempre passa de pais para filhos. Enquanto me afastava pelo túnel, penetrando lentamente nas entranhas do metropolitano, fui tentando imaginar por onde andariam os pais daquelas pequenas. Por onde trabalhariam. Em que estação estariam. Porque lançariam as filhas na mendicidade, equipadas com uma desculpa tão difícil de engolir ao olhar as suas carinhas juvenis tão cheias de energia, de vivacidade nos gestos, de quem ainda possui tanta curiosidade pelo mundo? Porque não puxei de uma nota de 5 euros e não lhas dei? Na sua farsa senti por momentos a minha revolta pela astúcia humana, pela criatividade de que nos dotam as circunstâncias. Eu estaria apenas a dar-lhe um peixe, e não a ensina-la a pescar. E o que elas me pediam não era para tornarem-se pescadoras.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114755131605429199?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114755131605429199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114755131605429199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114755131605429199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114755131605429199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/05/cronica-o-que-pedem-os-pedintes.html' title='Cronica - O que pedem os pedintes'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114417647631859751</id><published>2006-04-04T19:44:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T19:47:56.333+01:00</updated><title type='text'>O Aniversário da Morte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;No ultimo dia 2 de Abrir comemorou-se o primeiro aniversário da morte do papa João Paulo II. Quando ouvi a na TV a expressão “aniversário da morte de João Paulo II” e fiquei algo confuso e pensei se ainda se tratava de uma partida do primeiro de abril. Na internet os cabeçalhos dos jornais repetiam o mesmo:&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Mundo recorda hoje aniversário da morte de João Paulo II”, Jornal Publico;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulosnoticia"&gt;“Papa Bento XVI evoca aniversário da morte de João Paulo II”, Jornal da Madeira;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulosnoticia"&gt;E a mesma expressão abundava por noticias do Diário de Noticias, rádio Renascença, só para mencionar alguns nacionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="titulosnoticia"&gt;E já que vamos comemorar um aniversário onde está o bolo? Como é que será um aniversário em que o aniversariante já morreu? Quem é que vai apagar as velas? Será que se vai assistir a uma ressurreição do aniversariante, como todos os seus fiéis acreditam que acontecera com o homem que inspirou a igreja católica? Esperar-se-á que João Paulo II venha apagar a primeira vela do aniversário da sua morte? A expectativa foi grande e a festa também. Mas parece que para apagar a 1º vela o Papa não apareceu. Creio que foi o primeiro aniversário em que tive conhecimento de não existir aniversariante. Talvez para o ano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114417647631859751?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114417647631859751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114417647631859751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114417647631859751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114417647631859751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/04/o-aniversrio-da-morte.html' title='O Aniversário da Morte'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114298258358963709</id><published>2006-03-21T23:05:00.000Z</published><updated>2006-03-21T23:09:43.590Z</updated><title type='text'>Jardim do Astro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7989/1806/1600/Picture464_21Mar06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7989/1806/400/Picture464_21Mar06.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jardim do Astro tirada com o telemovel.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114298258358963709?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114298258358963709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114298258358963709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114298258358963709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114298258358963709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/03/jardim-do-astro.html' title='Jardim do Astro'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114298210183552952</id><published>2006-03-21T22:28:00.000Z</published><updated>2006-03-21T23:01:41.893Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Astronomicamente a Primavera começou ontem, 20 de Março, pelas 18h 26m do fuso horário de Lisboa (que por acaso corresponde à hora em Portugal continetal &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;http://www.oal.ul.pt/index.php?link=dados2006#&lt;/span&gt;). Ou seja, a partir desta data o Sol vai estar sempre a nascer cada vez mais para norte a cada dia que passa até ao pico do Verão (21 de Junho) e os dias cada vez maiores e as noites mais pequeninas. Mas para a grande maioria de nós a Prima-Vêra começou mesmo hoje. E como a este dia também se imiscuiu o Dia Mundial da Poesia, juntei tudo num alguidar cá de casa e amassei a mistela como pude. E o prato hoje é:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;No dia da poesia peguei em mim e nas palavras,&lt;br /&gt;Juntei a primavera às flores de pétalas rosadas&lt;br /&gt;E pisei tudo com muita força até as pernas ficarem cansadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão não cresceu arvore, frutos ou poesia&lt;br /&gt;O que quer que ali estivesse só morria,&lt;br /&gt;Definhava lentamente como a noite em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma poça verde sem sangue&lt;br /&gt;Mistura perigosa de um sonhador&lt;br /&gt;Era seiva deste mundo cheio de vida&lt;br /&gt;Era o teu suor de lutador,&lt;br /&gt;Que escorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;br /&gt;Nasceu Primavera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 255, 153);"&gt;&lt;br /&gt;Hoje nascia a Primavera esburacando pela terra,&lt;br /&gt;Hoje nascia Sebastian Bach cavando com uma pá.&lt;br /&gt;Ela era estação,&lt;br /&gt;Ele compositor sem batuta na mão.&lt;br /&gt;E no mesmo dia germinaram as suas sementes&lt;br /&gt;Da arvore do paraíso onde murava uma serpente&lt;br /&gt;E juntos fizeram uma musica infernal&lt;br /&gt;Que se ouviu pelo espaço durante um tempo enorme, descomunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na igreja ele tocava o cravo&lt;br /&gt;Lá fora ela tocava borboletas, flores, chilreares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o mundo fico perfeito&lt;br /&gt;Havia musica, e o que estava por fazer&lt;br /&gt;Havia sido feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(21/3/2006)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114298210183552952?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114298210183552952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114298210183552952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114298210183552952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114298210183552952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/03/astronomicamente-primavera-comeou.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114220285637921564</id><published>2006-03-12T22:29:00.000Z</published><updated>2006-03-12T22:34:16.400Z</updated><title type='text'>Crónica</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;Encontro com máquinas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Todo o início do mês há o ritual de comprar aqueles pequenos papelinhos que me permitem circular livremente pelos transportes públicos. Das filas frente à bilheteira da estação passei para o rápido atendimento frente a uma máquina . Não há uma cara mal disposta a atender-nos mas também não há um sorriso a receber-nos. A máquina olha para mim indiferente à minha cor de pele, sem preconceitos pelo meu aspecto, insensível ao meu tom de voz que não tenho que lhe dirigir. A máquina está ali para me servir tal como um ser humano, com a diferença de que para a convencer não preciso de abrir a boca e entoar palavras cordeais. Tenho sim é que lhe tocar, pôr-lhe os dedos nos botões certos, pressiona-los com a pressão adequada e, claro, pagar-lhe pelo serviço desejado. Não há respostas mal humoradas ou palavras arrogantes, mas tão só o arranhar dos motores eléctricos nas engrenagens, o esfregar das molas a estender e distender, o roçar do papel pelos cilindros preste a sair pela fenda dos bilhetes. Só ruídos mecânicos, programados pela imaginação do homem. Marquei o destino, marquei o tipo de bilhete e a máquina pediu-me os seus 32 euros e mais uns cêntimos. A minha primeira nota de 20 passou pela goela da máquina sem sobressaltos. Mas a minha outra nota de 20 foram as tormentas. Enfiei o valioso papel na boca da máquina e após a identificação óptica da nota, após os pequenos cálculos do sistema de processamento sobre o dinheiro que me devia ser restituído, a maldita máquina, calculou!! que o meu dinheiro lhe era desfavorável e sem parcimónias, vomitou-o de volta. Tentei passar a nota uma segunda vez. E a reposta foi a mesma. Passei uma terceira e a nota voltou a ser cuspida. cancelei a operação e reavi o dinheiro que tinha sido aceite. Voltei-me para trás para ver se havia fila. Ninguém. E com duvidas sobre a abnegação da máquina ao meu dinheiro resolvi tentar mais uma vez invertendo desta a ordem das notas. A que tinha ficado anteriormente de fora foi aceite mas a segunda não voltou a passar. A máquina estava decididamente sem troco para me dar. Mas atrás de mim já estavam duas pessoas aguardando a sua vez e o comboio já se ouvia aproximar. Hesitei e revistei a carteira. Ou tinha mais dinheiro ou desta ficava em terra. Já lá estavam vinte e faltavam 12. Encontrei uma nota de 5 e sentia o peso das moedas na pequena bolsa da carteira e o comboio já apitava na estação. Tinha que me decidir, o tempo corria sobre carris. Olhei rapidamente as moedas que tinha e fiz uma estimativa, um calculo a muito grosso modo. Senti confiança entre aquelas moedas e arrisquei. Pus-me desenfreadamente a por moedas lá para dentro. Enquanto isso o comboio ia lentamente parando na estação e as pessoas juntavam-se aprumadinhas como pequenos molhes de feijão verde juntos das portas que a dado momento abririam. Eu olhava as moedas a desaparecerem da carteira e o contador monetário da máquina a decrescer: 2 euros, 1,50 €, 1€ e já só tinha moedas de 10 e 5 cêntimos. As portas já se haviam aberto e as pessoas entravam. Cheguei à minha ultima moeda e o contador da máquina ainda dizia faltarem 20 cêntimos. E eu que chegara tão perto. E eu que apostara na decisão errada. E a máquina que não me podia quebrar aquele galo, não me ia fazer um desconto e perdoar-me uma falha do tamanho de vinte cêntimos. Virei-me então para o senhor atrás de mim, que impacientemente agitava na mão as moedas para o seu bilhete. Dedilhava com o polegar moedas douradas e zincadas e também ele tinha cara de quem queria apanhar aquele comboio. Olhei-o nos olhos, rosto de quem já passara a casa dos 40 e, pedi-lhe, nos modos menos desesperosos que me eram possíveis de transmitir naquele momento, por 20 cêntimos que me emprestasse para nunca mais reaver. Esticou-me a moeda enquanto as pessoas entravam nas carruagens. Recebi-a com um muito obrigado e passei-a por aquela ranhura tão escrupulosamente desenhada, a espessura dava para acomodar até à mais gorda das moedas, o entalhe côncavo para acomodar o dedo polegar que empurrava a moeda para o interior daquele mealheiro calculista. Pormenores ergonómicos para que a transação decorra da forma mais cómoda e natural. A moeda cai. O sistema eléctrico da máquina entra em actividade. Zum, zum. O meu pedido é finalmente processado. Saco o bilhete. Oblitero-o numa outra máquina ali mesmo ao lado, uma representante mais pequena e compacta do modelo que me vendeu o bilhete. A ultima pessoa entra na carruagem e o comboio apita para partir. Eu sigo atras dela, e sem dar oportunidade de que a porta se feche carrego no botão verde de abrir. Já dentro do comboio volto a pressionar o botão de abertura, o tempo suficiente para que o senhor que me emprestou os 20 cêntimos consiga entrar na mesma carruagem, e em dois segundos as portas fecham. O senhor apressa-se no corredor por entre a multidão de passageiros, com o seu casaco castanho oscilante, até os meus olhos o deixarem de ver. E perco-o de mira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Até quando lhe ficarei eu a dever aqueles 20 cêntimos? Talvez até à próxima vez que encontre alguém que precise de dinheiro para comprar um bilhete de comboio. Sobre os carris as rodas estavam já em movimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2/3/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114220285637921564?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114220285637921564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114220285637921564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114220285637921564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114220285637921564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/03/crnica.html' title='Crónica'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114133284097678944</id><published>2006-03-02T20:41:00.000Z</published><updated>2006-03-02T20:54:01.010Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fui Criança&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Lá longe, no autocarro para onde eu ia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Olhava a paisagem e pensava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Se alguma vez sozinho lá chegaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Corríamos pequenos lado a lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Metidos nos nossos fatos disfarçados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Feitos crianças de verdade e adultos de fantasia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Tu de azul fada madrinha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Segurando na mão a varinha,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Eu cowboy com boné de aviador &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;De pistola a girar no indicador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Corríamos pela escola lado a lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Rindo por detrás das nossas mascaras disfarçados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Brincando com serpentinas amarelas, verdes, vermelhas de fantasia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E para onde tu seguias &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Eu não parava e também ia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Eram quinze minutos, um intervalo só,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Saiamos para o recreio de folhas nas mãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E juntos escrevíamos, expandíamos a imaginação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Aparecia um novo livro e logo corríamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A descobrir aquele que era, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A historia que oferecia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Os segredos que escondia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A aventura que queríamos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;As palavras eram poucas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Saídas de uma imaginação louca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Mas de uma realidade tão grande&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Que ao ler em alta voz umas tantas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Sonhávamos sonhando em sonhos de sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;"Fujam...!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E corríamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Deixámos para trás as pedras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E toda a quinta vazia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Pois os limões já cá cantavam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Enrolados na camisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O muro calcário agora distante &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Era Colunas de Hércules&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Cabo da Boa Esperança,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Suor e risos de pequenos Bartolomeus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Que atravessavam agora o rio sujo, cagado de pneus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O sumo em suor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;De um bando de pirralhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Que procuravam liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Em aventuras picantes como alho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Apanhei-a com a mão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E apertei-a entre os dedos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A minha prisioneira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;A minha mosca varejeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Lá de dentro piava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;"Deixa-me sair, quero liberdade"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E eu mais apertei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Para lhe sentir o medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;O zumbir zumbiteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Com a outra mão a apanhei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Agarrei-a pelas asas e assim as separei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;E ela sem elas andou pelo chão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Em quatro patas feita um cão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Pobre mosca varejeira,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Sem asa, sem lar, sem beira,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;Já não era mosca, por isso pisei-a. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;(5/6/2005)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114133284097678944?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114133284097678944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114133284097678944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114133284097678944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114133284097678944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/03/fui-criana-l-longe-no-autocarro-para.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114107943243510270</id><published>2006-02-27T22:23:00.000Z</published><updated>2006-02-27T22:30:32.446Z</updated><title type='text'>Citação - Agostinho da Silva</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-family:verdana;" &gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nunca pense por mim, pense sempre por você&lt;/span&gt;; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-family:verdana;" &gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;            Agostinho da Silva (1906-1994), Textos e Ensaios Filosóficos I , Âncora Editora, 1999.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114107943243510270?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114107943243510270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114107943243510270' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114107943243510270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114107943243510270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/02/citao-agostinho-da-silva.html' title='Citação - Agostinho da Silva'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114091730766618074</id><published>2006-02-26T01:19:00.000Z</published><updated>2006-02-26T01:28:27.706Z</updated><title type='text'>Esta semana - Publicidade em toda a parte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Esta semana - publicidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Esta semana começou com um leve amargo de impotência perante a vida, um sentimento de insatisfação perante o que faço. Quando nada de materialmente produtivo faço acabo por sentir aquela pequena revolta sobre quem sou. Estudar tem dessas coisas, mas acaba por ser bom, ajuda a reconstruir-me. E na segunda feira à tarde enquanto vinha no metro e, os meus colegas haviam saído na estação anterior, deixei-me estar ali, a observar. A observar os outros e a observar-me a mim. E naquela carruagem renasceu uma antiga ideia, um antigo ódio, daqueles em que os factos diários acumulados nos vão entupindo o raciocínio e os sentidos. Publicidade descarada, que como bandeirolas em dia de festa, estavam presas ao tecto da carruagem de metro. Pus-me a examinar o mecanismo que as prendia, passei uma mão pelo papel colorido e senti-lhe a textura. Comecei a pensar no porquê daquilo ali estar, de me deixar olhar para aquelas folhas e não estar a olhar para uma imagem de uma qualquer paisagem, de um qualquer quadro famoso, de um desenho de um artista anónimo. Lembrei-me de tudo um pouco com que se pode decorar uma parede, menos com uma imagem de publicidade. E tive vontade de arrancar aquelas folhas todas por ali afixadas, de testar a sua resistência ao meu desejo de destruição. Mas saí na próxima estação e por aquele dia a coisa passou. No dia seguinte, ontem, há mesma hora comentei a ideia com o meu grupo de colegas do costume e, à noite antes de dormir aquela ideia esperneou pelo meu espirito inquietando-me o sono, atormentando-me a vontade de dormir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;«Publicidade por todo o lado; publicidade na estrada, publicidade na estação de comboios muito bem emoldurada ao abrigo da intempérie, publicidade nos jornais, publicidade à saída da estação, publicidade nas carruagens do metro, publicidade na roupa, na televisão, na Internet. Mas que raio? Gigantes ecrãs a cores nas avenidas e cruzamentos debitando publicidade; publicidade nas fachadas dos prédios, nas varandas, nas janelas, até tatuada na pele e nas unhas. Tudo ou todos a informarem-me dos produtos que posso comprar. Todos os recantos nus ou de cores monótonas são preenchidos pelas cores berrantes da publicidade. Qualquer sítio por onde passem mais de dez pessoas por cada quarto de hora tem algum tipo de publicidade.» E procurei encontrar todo o tipo de argumentos que rebaixassem a honrosa presença da publicidade no meu dia a dia. E algures entre estes pensamentos lá adormeci.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas foi só no dia seguinte, ou seja hoje, quando me enfiava novamente na carruagem de metro que tive uma estranha sensação de premeditação, de "deseja, que logo pode acontecer". Naquela carruagem, outras cabeças que não a minha, outras mãos que não as minhas, pareceram ter tido a mesma ideia que eu tivera uns dias antes pois, e sem contemplações, arrancaram e rasgaram todas as folhas de publicidade da carruagem. Ao repararmos no detalhe eu e os meus colegas descaímos em risos. Coincidências? O certo é que a minha ideia deixou de ser original e perdi-lhe o interesse. Tenho que ter cuidado para não pensar com tanta força. É que pode acontecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;(22-2-2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;color:black;"   &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114091730766618074?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114091730766618074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114091730766618074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114091730766618074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114091730766618074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/02/esta-semana-publicidade-em-toda-parte.html' title='Esta semana - Publicidade em toda a parte'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114091334411633642</id><published>2006-02-26T00:19:00.000Z</published><updated>2006-02-26T00:22:24.680Z</updated><title type='text'>Uma manhã</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;Uma manhã. &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Recolhi-me à estação e sentei-me apertando as mãos enluvadas num livro quando a dois passos de mim, correndo da chuva, os meus olhos reconheceram-na. Parece ter sempre um ar distante, sempre semi ausente, o seu rosto constante como o de uma estatua, transmitindo-me uma cortina de ferro para as suas lutas interiores. Mas ela estava ali, como já disse, a dois passos de mim, e eu pousei o livro no colo e esticando-me no banco puxei-lhe a manga do casaco com um dedo. Ela olhou para mim e reconheceu-me como quando se abrigara ali na paragem e reconhecendo-me nada me dissera por eu não estar naquele momento a olhar para ela. E como que bruscamente acordada da sua letargia lançou-se sobre mim bruscamente num tal estado de euforia e cumprimentou-me, pachorrentamente, com dois beijos no rosto. O seu cabelo molhado, fresco da chuva ou de um banho matinal de segunda feira, roçou pela minha cara. Primeiro na face direita, depois pela face esquerda. Os olhos que nos estivessem a ver pensariam que eles apenas se conhecem, que ele só a cumprimentou por que ela era uma ela e que assunto nenhum teriam já em comum pois, ela permaneceu de pé e ele deixou-se sentado, mesmo depois de a ter convidado a sentar. Os olhares perderam-se por outras paisagens que não eles mesmos, e o silencio de ambos falou mais alto que todas as saudações, que todas as perguntas de «como estas».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A manha estava fria e não havia necessidade de a aquecer. E tal como se encontraram da separação pouco se notou, fluiu natural e, seguiram os seus caminhos, não indiferentes mas tão só apenas não os mesmos caminhos que os aproximaram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;(21-02-2006)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114091334411633642?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114091334411633642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114091334411633642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114091334411633642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114091334411633642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/02/uma-manh.html' title='Uma manhã'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-114091144812178013</id><published>2006-02-25T23:46:00.000Z</published><updated>2006-02-25T23:50:48.156Z</updated><title type='text'>Fui beber um café</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquele café sabia a café. Tinha o sabor que tem todo o café tirado numa máquina e posto numa chávena. Tinha toda a espuma torrada que um café costuma ter. Sobre a superfície daquela espuma nenhum barco quebrava a bravura das ondas, nem nenhum novo continente estava ali para ser descoberto. Só os meus olhos vogavam sobre aquela superfície quente, que reflectia tão só escuridão nos meus olhos. Um rebuçado vermelho casado com um pacote cinzento de açúcar adornavam o meu pires e, a minha mão, numa dança esquelética com o equilíbrio das pernas, acompanhava o conjunto todo, para a mesa.&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sentei-me e as conversas já fluíam. Outras caras novas chegavam, cumprimentavam e cumprimentaram-me, aproximavam-se e sentaram-se. Rituais estudados com prática, gestos que se deslocavam em correntes de ar por uma porta, da cadeira para a mesa, de ela para ele, de nós para o mundo. Entretanto, o café, esse, arrefecia. Levou uma dose de açúcar, mas os grãos de café são amargos e o café continuou amargo. Saboreei dois goles e por momentos esqueci beber o que bebia.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Imaginar, realizar.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pensar, concretizar.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sonhar e fazer.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Como se une a alma com o corpo? Porque sinto ambas tão separadas? Porque sinto que as tenho e que a mim não me pertencem? &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Vou até ao balcão e peço mais açúcar. Deito-o na meia chávena de café e misturo. A colher roda pelos dedos. Roda depois pelos lábios e, pelos lábios, roda um sabor amargo de café. E por mais açúcar que lhe ponha, por mais doce que o sinta, existe sempre no final, quando a colher abandonou já a língua, um travo de grãos de café. As conversas concentram-se nas experiências com o álcool, nas vezes que se subiu e desceu naquela coluna lá para a discoteca, nas pessoas que se abraçaram e se tocou, e nos restantes estados de fuga que levam da vida que têm e, que não sei por que motivo, não querem fazer mudar. E ali onde agora estou, onde saboreio a doçura do momento, há um travo nos movimentos que me chama para outro lado. Não é a bola grande e pesada que foi contra os pinos jogada; não foi aquela que passou que em mim nem reparou. É o por ali já ter estado sentado, por aqueles cheiros de tabaco, por aquelas vistas de felicidade confusa, por aquelas vontades sem nenhuma. É este lado escuro, onde a espuma torrada que não sinto nos lábios se transforma num continente de pensamentos, donde observo um horizonte fisgado entre um céu e um oceano, limpo de nublosas nuvens. É este lado de um muro de 24 metros que já subi, é este outro lado da montanha que já atravessei. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E em mais um golo sinto a secura de ali estar, um amargo que já não vem do café que bebo mas sim daquele que não bebo. A mesa suja, o fumo que se eleva no ar e que me intoxica as narinas, os braços que se perdem no tampo da mesa em composturas de bem estar, e em cada olhar e em cada sorriso mais um segundo que desgasta o corpo e encharca a alma. O café já é só borras e resquícios de água. Toda a reunião começa por terminar e eu levanto-me, agarro no rebuçado vermelho que não paro de abanar e vou lentamente voando no seu doce para a chuva persistente que teima em não parar. E eu só fui beber um café.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-114091144812178013?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/114091144812178013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=114091144812178013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114091144812178013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/114091144812178013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/02/fui-beber-um-caf.html' title='Fui beber um café'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113659559902426066</id><published>2006-01-07T00:54:00.000Z</published><updated>2006-01-07T00:59:59.026Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na estação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Piso os sapatos e os sapatos pisão o chão&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Os pés estão acordados e os olhos que dormem ardem dentro de uma bola de sabão.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Espero eu de pé,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E como eu de pé, esperam outros na estação.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Tarda a hora e tardam as rodas do transporte camião.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;A pele aperta-se, as rugas crescem e bate mais depressa o coração,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;O pescoço estica-se, os olhos piscam e esfregam-se as mãos.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Nesta fila espera-se por um camião,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Como à entrada de um cemitério para que chegue o caixão.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Mas chega.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E chega o desabafo o sorriso e a rectidão,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Vamos entrar direitos, para a casa chegar a tempo do serão.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E entro como tantas outras vezes, de olhos do tecto ao chão,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Ergo a cabeça para um lugar vago, limpo, a cheirar a sabão.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Sentado vou embora, fujo da estação.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Deixo passar o tempo fixando folhas cheias de palavras chavão,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Distraiu-me nas ideias dos outros, de dor e paixão,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E tropeças tu, em mim, discretamente, sem me passares cartão,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Esgazeada, célere, fugindo para o canto como uma criança que corre para o sótão.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E deixas-te dormir, cansada, esgotada, cruzando as mangas bem no peito apertadas,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Fechas os olhos e a mente da canzoada,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E és minha agora, na ausência despertada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;                                       (2/11/2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113659559902426066?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113659559902426066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113659559902426066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113659559902426066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113659559902426066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/01/na-estao-piso-os-sapatos-e-os-sapatos.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113659509126846751</id><published>2006-01-07T00:49:00.000Z</published><updated>2006-01-07T00:51:31.276Z</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abraço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço-me,&lt;br /&gt;E só respiro silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silencio,&lt;br /&gt;Abraço-me como respiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113659509126846751?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113659509126846751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113659509126846751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113659509126846751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113659509126846751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2006/01/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113573000817568323</id><published>2005-12-28T00:22:00.000Z</published><updated>2005-12-28T00:42:27.476Z</updated><title type='text'>Provérbios</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;Provérbios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;  (&lt;/span&gt;cabeça&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:'Arial Unicode MS';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Eis alguns ditados populares onde entra a palavra cabeça. Vamos lá a ver quantas cabeças duras é que vão resistir a estas 19 gotas de sabedoria comum ;-)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ol style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt; &lt;li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;A  preguiça não lava a cabeça e se a lava não se penteia.&lt;/li&gt; &lt;/ol&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Ama-se mais com o coração que com a cabeça  ou as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Aos vinte cabeça louca, aos trinta riqueza  pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Aprende na cabeça alheia, antes que os  outros aprendam na tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;5.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Boca de muito riso, cabeça de pouco  siso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;6.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Bom vinho, má cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;7.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Cada cabeça, cada sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;8.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Donas em sobrado, agulhas em saco e cágados  em charco não podem estar que não deitem a cabeça de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;9.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Homem do mar, cabeça no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;10.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Minha porta fechada, minha cabeça  guardada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;11.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Moça louçã, cabeça vã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;12.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Onde passa a cabeça, entra todo o  corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;13.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Pés quentes, ventre livre, cabeça fria e  desprezar a medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;14.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é  que paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;15.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Quem em casa deixa a cabeça, na praça deixa  o turbante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;16.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Quem tem cabeça de cera, não a põe ao  sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;17.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Se queres que teu filho cresça, lava-lhe os  pés e rapa-lhe a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;18.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Se quiseres enfermar, lava a cabeça e  põe-na a secar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="consulta" style="margin: auto 0cm auto 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;19.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-family:'Times New Roman';font-size:7;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial Unicode MS;"&gt;Tal cabeça, tal sentença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113573000817568323?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113573000817568323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113573000817568323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113573000817568323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113573000817568323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/12/provrbios.html' title='Provérbios'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113321512910382974</id><published>2005-11-28T21:41:00.000Z</published><updated>2005-11-28T21:58:49.140Z</updated><title type='text'>Conto:</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jesus &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E então Deus disse:&lt;br /&gt;-         Como desobedeceste ao teu Pai chegando atrasado dois dias a casa, vais ficar durante uma semana divina de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Jesus, amuado com a sua cara de santinho responde:&lt;br /&gt;-         Mas oh meu Pai, eles só me deixaram ressuscitar ao terceiro dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;E indiferente às desculpas do filho, Deus faz Jesus passar uma semana, fechado no quarto, a contar todos os átomos de hidrogénio do universo.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113321512910382974?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113321512910382974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113321512910382974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113321512910382974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113321512910382974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/11/conto.html' title='Conto:'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113200962826585740</id><published>2005-11-14T23:03:00.000Z</published><updated>2005-11-14T23:07:08.283Z</updated><title type='text'>Crónica</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Crónica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;  &lt;em&gt;Lisboa Atolada na Merda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Viajar por uma cidade é procurar involuntariamente um encontro com estórias sobre gente. No campo ou lá na terra onde judas deixou as botas as pessoas são mais escassas, a natureza ainda é a enarração principal do dia a dia. Na cidade, sotoposto do céu, as pessoas são a única natureza.&lt;br /&gt;Mas afirmar uma Lisboa atolada na palavra começada por m... não é novidade. A sujidade está por toda a parte. No ar, no chão e particularmente nos outros. Somos muitos a atropelarmo-nos pelos espaços vazios da cidade, e limpa-los é sinónimo de criar uma zona de quarentena, isolada, fechada às pessoas e aberta aos técnicos do teste do algodão para uma manutenção periódica de remoção de partículas sólidas e bacteriológicas. Ou seja, a limpar, ninguém passa. Daí a dificuldade de limpar uma cidade.&lt;br /&gt;Mas a visão da limpeza que impregna o pensar dos senhores que mandam levou-os sensatamente a terem ideias e conseguiram implementar a lei na Cidade de limpar aqueles problemas que os nossos melhores amigos não podem, por rações da sua própria natureza animal, apanhar para um saquito e depositar no lixo. Coube aos donos a responsabilidade. E até casas de banho para os caninos se construíram nos jardins. Só é pena que para aqueles que lançam para o chão a beata morta do cigarro, ou o papel e o plástico amarrotados do chocolate e da sandes,  a responsabilidade não possa recair sobre os seus respectivos donos. Os donos desses ainda não foram encontrados e identificados.&lt;br /&gt;Mas não era sobre estes factos, tão do conhecimento de todos nós, que quero falar-vos.&lt;br /&gt;Hoje, segunda feira, primeiro dia da semana de trabalho, o termómetro marcava 8 graus Celsius enquanto passava de comboio por Belém. Às oito menos cinco cheguei ao Cais do Sodré. A manhã prometia-se bem gelada, atirando bem lá para o fundo da memória o recente verão seco e queimado. Como de costume dirigia-me para a paragem do autocarro. Apanhei os habituais jornais gratuitos que à saída da estação são distribuídos, e pu-los debaixo do braço aconchegando o casaco ao pescoço. Desfilava eu com os demais sobre a calçada que circunda a entrada da estação de comboios e passo os olhos sobre os três degraus que lhe davam acesso. Como habitual alguns ali esperavam ou descansavam sob o abrigo dos toldos salientes. Eu caminhava em passadas longas, como é meu jeito para quem tem um metro e 91, e por momentos pousei os olhos num mendigo que acocorado avidamente sobre o seu saco de haveres lançava-me uma expressão de ingénua inocência. A seu lado, estranhamente jazia um estranho amontoado, quase um bolo cónico, do que me pareceu ser caca, nojenta e repugnante. E as pessoas à minha volta iam passando. Mas por que se sentara o homem tão perto de tal monte de excrementos? Parecia que o cão da senhora dos jornais tinha feito ali mais um grande monte. Impressionante. Será que o desgraçado não se tinha apercebido da proximidade daquele presente? Mas horror dos horrores!! Eu é que não me tinha apercebido do que se estava a passar. Tive dificuldades em processar e interpretar as imagens que me chegavam aos olhos. A perna que levantei para dar mais um passo demorou minutos até voltar a pisar a calçada branca. O enorme monte de excrementos parecia estar a crescer das costas do mendigo. O deplorável homem, de rosto barbado e estagnado, arrefecia, de rabo para o ar de um branco como leite, com as calças descaídas até meio da coxa, sobre os três degraus de acesso à estação, literalmente, cagando-se para quem quisesse ver. Admirável, soberbo! Não consegui compreender inteiramente o que estava a acabar de ver e, sentindo finalmente o meu pé tocar o chão, lá continuei, eu, meio indiferente meio atónito com o quadro que vira, para a paragem do 45. Não voltei atrás para me certificar se tinha realmente visto bem, pois sabia que o tinha. Talvez não me tivesse demorado mais do que um segundo a observar o homem defecando no abrigo em que já me acostumara a reconhece-lo. Naquela manhã estava realmente um frio do carago (ou seria do cagado...).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113200962826585740?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113200962826585740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113200962826585740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113200962826585740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113200962826585740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/11/crnica.html' title='Crónica'/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113140154027504872</id><published>2005-11-07T22:07:00.000Z</published><updated>2005-11-07T22:12:20.276Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A dor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor que ostento não tem rosto,&lt;br /&gt;Não carece de uma face para ser vista.&lt;br /&gt;E sem banco, gente, ou outro encosto&lt;br /&gt;Pareço perdido no meio desta rixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sufoco. Não consigo respirar&lt;br /&gt;Este ar que inspiro&lt;br /&gt;Já me deixou de alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que fazer,&lt;br /&gt;Não sei por onde começar.&lt;br /&gt;Tu estás longe, longe do meu amar&lt;br /&gt;E o querer é tão grande,&lt;br /&gt;Tão grande que me põe a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso teu bastava&lt;br /&gt;Um olhar já era suficiente.&lt;br /&gt;Mas não sabia se lá estavas,&lt;br /&gt;Não sabia que me esperavas,&lt;br /&gt;E por aqui fiquei a pensar&lt;br /&gt;Envolvido neste perigo eminente,&lt;br /&gt;De te desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta vela que acendo&lt;br /&gt;Por esta alma despedaçada&lt;br /&gt;Foi devida a um telefonemaA uma chamada desencaminhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113140154027504872?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113140154027504872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113140154027504872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113140154027504872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113140154027504872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/11/dor-dor-que-ostento-no-tem-rosto-no.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113139963076336699</id><published>2005-11-07T21:38:00.000Z</published><updated>2005-11-07T21:41:30.516Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>As palavras surgem rasgadas pela língua e comprimidas por entre os dentes. Saem sonoramente presas pela garganta num abrasão de ar que as convoca à vontade do emissor. As regras estão perdidas no interior do ente transmissor e projectam-se para fora do indivíduo por uma transcendente força nervosa, electrizada por nano impulsos treinados por uma experiência acribia patriarcal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever corrói o pulso e as falanges. Os tendões apertam-se no esforço dos músculos que mantêm a clareza da vontade cerebral. É preciso manifestar as palavras que se ocultam em estratos dermatológicos de células nervosas. É preciso descamar essa dissemia incongruente de significados e signos, que se atropelam na auto-estrada da razão e ordena-los, dar-lhes um sentido, chama-los ao seu real valor e interesse de emblemas da realidade mental. É como tirar coelhos duma cartola e sempre sair um coelho branco; mas um coelho é um coelho e tem uma personalidade, uma experiência única, uma vida especial que o moldou. Não é só de pelo branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo reside nos signos e nos seus significados. Duas colheres cruzadas sobre uma mesa prateada; Um espelho ao sol com um X no centro desenhado; uma roseira que dá rosas negras e brancas, em que as negras têm cheiro e as brancas não. É um mundo cheio de marcas com múltiplos significados para múltiplos observadores. Cada um vê, lê, interpreta como pode o que lhe chega aos sentidos. Os filtros são seis: os sentidos e a intuição (ou experiência acumulada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre um buraco e enfia lá a cabeça e o que tudo ela contem.&lt;br /&gt;Abre uma cova bem funda e enterra-te bem no interior, escuro e isolado.&lt;br /&gt;Para que as almas te não toquem, para que os inquietos não te perturbem,&lt;br /&gt;Para que os fantoches não se riam, para que o mundo se esqueça de ti.&lt;br /&gt;Para que o mundo se esqueça de ti.&lt;br /&gt;Para que o mundo se esqueça de ti.&lt;br /&gt;Para que o mundo se esqueça de ti.&lt;br /&gt;Para que se esqueça,&lt;br /&gt;Para todo o mundo se esquecer,&lt;br /&gt;Para que não mais se volte a lembrar.&lt;br /&gt;E então, é do esquecimento que te lembrarás e acordarás,&lt;br /&gt;E da ausência surgirás como a água que há muito tempo caiu e pelo chão se infiltrou,&lt;br /&gt;A ave que se auto inflama, arde e cai na forma de cinzas que o vento leva,&lt;br /&gt;Para que ao sentir uma nova fogueira apagada ela de lá saltar, renascer e voltar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113139963076336699?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113139963076336699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113139963076336699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113139963076336699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113139963076336699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/11/as-palavras-surgem-rasgadas-pela-lngua.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113139947402135978</id><published>2005-11-07T21:34:00.000Z</published><updated>2005-11-07T21:37:54.023Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas era mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do equóreo peixe que me prometeram&lt;br /&gt;Nem cheiro nem visão.&lt;br /&gt;Mentiram sempre que poderam&lt;br /&gt;Só metendo os pés pelas mãos.&lt;br /&gt;“Lança a cana” “Estica o fio”&lt;br /&gt;Cai o anzol nas águas do rio,&lt;br /&gt;“Espera agora que ele pique”&lt;br /&gt;“Que morda o engodo e que fique”,&lt;br /&gt;“E tu verás!”&lt;br /&gt;Picou a água, a chuva e o vento,&lt;br /&gt;Picou a esperança o sonho e o tormento&lt;br /&gt;E mais nada picou.&lt;br /&gt;Esperei pensando que existia&lt;br /&gt;Esperei pela mentira que sabia&lt;br /&gt;Esperei por acordar da letargia,&lt;br /&gt;E ainda sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti a cana e o fio cortei,&lt;br /&gt;E de tanto esperar não mais esperei&lt;br /&gt;E cansado de confiar desconfiei,&lt;br /&gt;Mandei-os à merda e dali para fora voei.&lt;br /&gt;Asas não tinha mas da verdade cresceram&lt;br /&gt;A sabedoria era mínima e da ignorância floresceram.&lt;br /&gt;A esta pesca não quero eu mais ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113139947402135978?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113139947402135978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113139947402135978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113139947402135978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113139947402135978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/11/mas-era-mentira-do-equreo-peixe-que-me.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18457836.post-113087219592574900</id><published>2005-11-01T18:59:00.000Z</published><updated>2005-11-01T19:15:19.546Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá viajante cibernético, este é um nicho virtual do Paulo Astro. É com um pequeno passo que se inicia uma grande viagem. Este é mais um pequeno passo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18457836-113087219592574900?l=pauloastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pauloastro.blogspot.com/feeds/113087219592574900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18457836&amp;postID=113087219592574900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113087219592574900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18457836/posts/default/113087219592574900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pauloastro.blogspot.com/2005/11/ol-viajante-ciberntico-este-um-nicho.html' title=''/><author><name>Paulo Astro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03388132850975081169</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
